Senin, 12 Maret 2012

Castlevania - Symphony of the Night



Ano de Lançamento: 1997
Desenvolvido por: Konami.
Distribuído por: Konami.
Gênero: Ação/Adventure.


Desde o Nintendinho a saga Castlevania manteve um publico fiel e muito satisfeito com o formato do game. O seu grande auge havia acontecido com Castlevania Rondo Of Blood, que nunca foi lançado no Brasil (somente para o PC-Engine, um console japonês). Tal episódio fez tanto sucesso que acabou recebendo um remake muito fraco para o SNES em 1995, mais uma continuação para o Playstation em 1997. Castlevania – Symphony Of The Night foi a primeira grande revolução da série. Unindo novos elementos em uma mecânica agradável e simples Symphony Of The Night é sem favor algum o melhor título da franquia até hoje. A trama acontece anos após Rondo of Blood. Richter Belmont desaparece quando começa a investigar novas aparições do mal em sua vila. Maria Renard, que tinha doze anos no game original vai em busca de Richter, que desapareceu próximo de onde surgiu o castelo de Drácula mais uma vez. Paralelo a isso o filho de Drácula, Alucard, desperta de um longo e doloroso sono. Alucard parte para o castelo disposto a vingar a morte de sua mãe, Lisa, que foi queimada acusada de bruxaria e não foi salva pelo Conde.

Metroidvania.



Quebrando a tradição dos games anteriores o protagonista em SOTN é Alucard, que ajudou Trevor Belmont a combater o vampirão em Castlevania III – Drácula´s Curse. Ao contrário dos caçadores do clã Alucard usa uma série de espadas e machados em sua caçada, que devem ser coletadas à medida que o jogador avança no game. Além de armas Alucard também usa armaduras e escudos, que são divididos em categorias. Acessórios também ajudam a aumentar o status de ataque, defesa, inteligência e etc, conforme manda o figurino de um RPG. Esta edição de Castlevania se aproxima tanto do gênero que Alucard pode subir de níveis conforme derrota os inimigos pelo castelo. O sistema é tão amigável que com um pouquinho de esforço é possível deixar o herói poderoso o suficiente para não ter trabalho ao longo da jornada.
A mecânica de fases foi substituída. Agora o jogador terá de explorar o castelo inteiro em um único grande mapa. O castelo é separado por áreas. Na teoria são fases, mas na pratica funcionam de maneira diferente. O jogador poderá acessar novas áreas e retornar quando quiser. Ao adquirir novos poderes Alucard pode acessar novos aposentos, como a torre central, que só pode ser visitada quando o vampiro puder se transformar em morcego. A liberdade de ir e vir é incrível e torna o jogo muito mais dinâmico, lembrando os clássicos games da série Metroid. No entanto há constantes travadas na exploração, pois o mapa é realmente grande e o jogador precisa lembrar constantemente para onde deve ir. O game nunca dará dicas do lugar que você deve ir a seguir. A coisa funciona como “conseguiu tal habilidade? Faça tentativas até conseguir algo” e tal sistema pode ser cansativo para jogadores menos pacientes. Por outro lado também pode ser recompensadora. Há muitos itens e equipamentos para descobrir, a maioria será de grande utilidade. Sempre vale a pena revistar cada canto possível, principalmente se você for daqueles que gosta de desmembrar cada possibilidade possível de um game.

O todo poderoso.

Além de um divertido sistema de exploração Symphony Of The Night também trás uma mecânica de combates bem divertida. Alucard pode colecionar armas e acessórios que são de grande utilidade para detonar corredores inteiros. No inicio você começa com o melhor equipamento possível, mas após o encontro com a Morte em pessoa o herói fica zero bala, tendo de coletar tudo de novo. Há diferentes tipos de escudos que podem ser combinados a um item mágico que produz incríveis magias. Além de técnicas que são acionadas ao usar sequências no direcional do controle, que vão desde bolas de fogo a ataques com névoa venenosa. O inicio do game é difícil, principalmente quando nos viramos com espadas fracas. Mas com o passar do tempo os novos poderes tornam Alucard quase invencível, diminuindo consideravelmente o desafio. Após adquirir o cajado mágico o jogador praticamente decide se quer deixar as lutas difíceis ou terminá-las com um simples toque de botões. Os combates com chefes em geral são fáceis, com o aumento de níveis e uma variedade de itens poderosos os chefes podem ser vencidos sem o mínimo esforço. Caso um chefe dê trabalho basta dar umas voltas pelas áreas para aumentar de nível. Alucard ainda pode contar com a ajuda dos Familiars, pequenas criaturas que funcionam como parceiros que também sobem de nível. O sistema não chega a ser inovador, mas consegue divertir.

Obra prima em 2D.


A equipe de produção apostou sem medo em um jogo com visão de tela 2D tradicional. O resultado é um game em 2D dos mais belos já produzidos em sua época. O conceito sombrio e triste de Castlevania ganhou um tom muito mais dramático no Playstation. Você vai se aventurar por salões que inspiram luxuria, pobreza, susto, tensão... Enfim, vários sentimentos que são representados com detalhes incríveis. Graças à facilidade de trabalhar com gráficos em terceira dimensão foi possível criar fundos de tela impressionantes, como nuvens, árvores balançando com o vento, trovões mais realistas e tempestades, foi um feito incrível para a época. Os personagens também seguem a mesma fineza nas animações. Alucard possui um efeito de sombra toda vez que se move que roda de maneira leve e bonita. Os inimigos são variados, incluindo criaturas já conhecidas dos fãs, como cabeças de medusa, zumbis e etc. Os chefes também merecem destaques, alguns tomam um ótimo espaço na tela e são ricos em animação. A parte sonora é riquíssima, com efeitos limpos e bem executados, mas as dublagens em geral deixam a desejar. As vozes foram botadas as pressas no game, então a qualidade de interpretação não é das melhores. Há também o fato de que os textos são muito mal escritos e revelam uma pobreza tamanha no modo com que o roteiro se desenvolve. As músicas surpreendem. Além das composições serem ótimas as músicas todas estão orquestradas. Graças à qualidade digital de um cd foi possível executar as músicas de maneira glamorosa e única, ficando entre as melhores trilhas do Playstation.

Uma obra eterna.


Castlevania – Symphony of the Night ainda lista qualquer top 5 do Playstation graças a uma simplicidade gráfica que foi fundamental para a construção do universo do game. O sucesso de Symphony of the Night foi crucial para que os demais jogos da série passassem a aderir o estilo ação e exploração, criando uma lista interminável de “metroidvanias” para as plataformas portáteis que surgiram mais a frente. A jogabilidade e o sistema de níveis deixam o jogo mais atraente, mas a falta de equilíbrio na dificuldade dos combates pode decepcionar os mais durões. O game também é extenso devido aos seus três finais. Também há os jogadores que até hoje procuram por todos os possíveis segredos escondidos no mapa do castelo, a fim de fazer exorbitantes porcentagens. Com uma quantidade grande de segredos a serem descobertos, extras e muita aventura, Castlevania – Symphony of the Night é um clássico obrigatório para qualquer um.

Notas:
- Gráficos: 10,0
- Audio: 10,0
- Jogabilidade: 10,0
- Enredo: 8,0
- Diversão: 10,0

Aprovado:
- Jogabilidade mais solta. O sistema de exploração deixa o game mais interessante e divertido.
- Sistema de níveis dinâmico.
- Gráficos em 2D incríveis.
- Audio digital e de excelente qualidade.

Reprovado:
- Com o tempo Alucard fica poderoso demais, quebrando o equilíbrio dos combates e deixando o game muito fácil.
- Às vezes explorar o castelo pode ser cansativo por falta de dicas do jogo.
- Roteiro arrastado, com diálogos muito canastrões.
- Dublagens pouco empolgantes.

Análise escrita por: Lipe Vasconcelos.

Jumat, 09 Maret 2012

Análise: Resident Evil Outbreak



Ano de Lançamento: 2004
Desenvolvido por: Capcom Production Studio 1
Distribuído por: Capcom
Gênero: Survivor Horror

Resident Evil Outbreak é um daqueles jogos que dividem até hoje a opinião de fãs. Lançado em 2004 exclusivamente para PlayStation 2, o jogo marcou a volta da série Resident Evil ao console da Sony (Resident Evil Code Veronica X havia sido o último jogo da série para o Ps2). Logo de cara dá para se entusiasmar com a proposta de jogo, uma vez que o mesmo esta ambientado em Raccon City e veio com a premissa de poder jogá-lo com seus amigos pela internet (Fato até então inédito na série), no entanto, a execução desta e de outras inovações decepcionou a muitos e a capcom não conseguiu explorar bem os pontos fortes do jogo.

O jogo em si tenta honrar bem o antigo esquema de Resident Evil com uma visão em terceira pessoa, com cenários bem trabalhados e uma grande quantidade de zumbis. Uma grande novidade do jogo está em você poder escolher em qualquer cenário (Que são 5 no total) um, entre 8 personagens. Jogando single player o computador controlará mais dois personagens formando um time com 3 personagens.



Os cenários(as fases por assim dizer) são bem interessantes, mas a maneira como eles foram trabalhados talvez justifique um dos motivos que mais desagradou os fãs da série, uma vez que cada cenário começa uma estória que acaba nela mesma, não colocando o jogo em si no Cannon principal da série, apesar da história situar bem os acontecimentos do jogo no surto inicial da epidemia do T-vírus na cidade.


Graficamente, o jogo dá um show. Com muitos detalhes, os cenários realmente enchem os olhos e demonstram bem a capacidade do Ps2, tal como o empenho da capcom em fazer um Resident Evil com cenários completamente em 3d. No entanto, talvez pela riqueza dos cenários ou mesmo pela quantidade de informação nas salas do jogo, o mesmo acarretou um dos maiores defeitos do jogo: o alto tempo de Load Times. Pode ter certeza, os Load Times são bem longos e as vezes chegam a irritar (Principalmente quando você sai de uma sala e lembra que esqueceu de algo, e é obrigado a voltar, aí então tem que suportar de novo o Load Time).

O jogo tem algumas inovações bem interessantes, como o fato de você carregar as armas em tempo real, assim como poder fazer uso de vários objetos e ferramentas como arma. Cada personagem possui também habilidades únicas (O policial pode dar critical nos inimigos, a garçonete possui espaços extras para ervas, assim como o médico pode fabricar remédios com  ervas e o mecânico pode consertar coisas e etc.) e existe um sistema de comunicação com os outros personagens, sejam eles controlados pelo CPU ou por alguém on-line(recurso que acredito não estar mais disponível), outra novidade é o medidor de infecção que ficava no canto da tela e mostrava o avanço do vírus no personagem, acrescentando esta questão a estratégia do jogo.


O jogo conta com um fator de replay muito bom, já que tem muitos personagens, além de possuir vários eventos singulares que podem destravar itens e outros extras na galeria do jogo.

Infelizmente, a IA dos personagens controlados pela CPU é desastrosa e muitas vezes vai acabar acarretando em maus bocados para o jogador. Além da dificuldade bem elevada em certos momentos do game que vão exigir um conhecimento apurado dos cenários.
Apesar dos pesares Resident Evil Outbreak é uma ótima pedida para quem é fã de Resident Evil, ou mesmo para quem gosta de um bom Survivor Horror. Este jogo demonstra bem a tentativa da capcom de inovar na fórmula antiga do game (Inclusive revisitando em alguns cenários, locais presentes em Resident Evil 2 e 3), no entanto, talvez o resultado tenha sido crucial para o gradual abandonar do tema mais Survivor da série.



PlayStation 2 representa mais de metade das vendas de consoles no Brasil, diz pesquisa


Neste ano a Nintendo lançado um sucessor para o Wii e já começam a pipocar rumores sobre novos videogames de Sony e Microsoft.

Contudo, quem ainda reina no Brasil é o bom e velho PlayStation 2, que atende por mais de metade das vendas de consoles no país, conforme aponta pesquisa realizada pela GFK, empresa especializada em analise de mercado, e divulgada em conferência da empresa realizada ontem (quinta-feira, 08 de março), em São Paulo.

''O aparelho da Sony responde por cerca de 55% das vendas de console no país. Já os videogames da chamada 'nova geração' (PS3, Xbox 360 e Wii) abocanham 35% das negociações, enquanto os portateis respondem por 10 %''

Curiosamente, o cenario é diferente com relação as vendas de jogos no país: a nova geração representa cerca de 76% do volume negociado, sobrando 17% para a antiga geração e apenas 7% para os portateis.

Segundo o diretor da area de pesquisa vendas e tecnologia da Gfk, a maioria dos jogos vendidos para PS2 é pirata, e portanto, não é considerada na pesquisa - o que acaba resultando na pequena participação das vendas de jogos do console no relatório

A pesquisa aponta que foram vendidos 2.6 milhões de jogos no Brasil em 2011, considerando-se sete das principais plataformas do mercado, e que a média no país caiu em média 18% no decorrer do ano.

Fonte: UOL Jogos

Especial de aniversario: PlayStation 2



04 de março de 2000, um dia normal no Japão. Alias, normal?

... Para a industria de games não, o saudoso 'Sony PlayStation 2' era lançado e naquele momento nascia o console que além de quebrar recordes e mais recordes de vendas, colocava de vez o nome da japonesa Sony no ''hall'' das maiores da história no segmento.

A exatamente 12 anos atrás o console mais vendido do mundo com mais de 155 milhões de unidades vendidas no mundo era lançado. O incrivel é que seu lançamento foi tão esperado que causou escassez do console no dia de lançamento, rapidamente se tornou uma febre e dificilmente ser encontrava o PS2 nas prateleiras das lojas, muitos comprava pela internet chegando a pagar o triplo pelo console.

Até hoje a Sony fabrica o modelo slim do PS2, com desenvolvedores que ainda lançam games (FIFA, PES, NBA) que parece estar longe de sair de linha, mesmo com o PS3 tendo a preferencia

O console eterno entrou no mercado concorrendo com o cultuado Dreamcast da Sega (Tido por muitos como melhor que o PS2), lançado um ano antes, o GameCube lançado um ano depois (Além do N64) e o Xbox da microsoft, lançado em 2001


Desnecessario dizer que o PS2 esmagou a concorrencia, e nenhum deles chegou perto da popularidade do console da Sony (A Sega teve que sair do mercado de Hardware e a Nintendo teve que ficar com a Sony atravessada por longos anos, até o sucesso do atual o Wii, recuperando o primeiro lugar), em grande parte devido a sua retrocompatibilidade com o sistema anterior. O modelo Slim, introduzido em 2004 e os milhares de jogos tambem foram grandes incentivos para a esplosão do PS2 em vendas.

Alem de receber a maior parte dos jogos desenvolvidos no mercado, tambem apresentava titulos originais e hoje consagrados, como as franquias: Devil May Cry, Guitar Hero e Kingdom Hearts, alem de dar sequencia em série de famosas, como Resident Evil 4, Final Fantasy X e Metal Gear 2. A Sony tambem aproveitou para lançar titulos exclusivos como Gran Turismo 4, ICO, Shadow of the Colossus, God of War e tantos outros games.

De acordo com o 'Guinnes' o famoso livro dos records, GTA San Andreas é o titulo mais vendido do console com 17,3 milhões de cópias vendidas mundialmente (Até fevereiro de 2009)


Atualmente o PS2 tem poucas vendas nos paises, mas naum deixa de sair do mercado dos games, semanalmente o console eterno disputa vendas com o Xbox 360 no Japão ficando até a frente em alguns meses, já em questão de jogos lançados, são pouquissimos, somente séries de futebol que tem versões anuais confirmadas, mas jogos de aventura, tiro, etc. já sairam da rotina do console eterno.

É isso pessoal, um pequeno resumo do PlayStation 2 que completou 12 anos na última semana, mas que parece sermos os únicos da internet a lembrar do fato e postar algo. Somos um blog pequeno, desconhecido mas que não esqueceremos do nosso console eterno até hoje.

'''comentarios anonimos sem identificação nenhuma sera excluido'''

Senin, 05 Maret 2012

Seguidor analisa: Kim Possible - What's the Switch?



Ano de Lançamento: 2006 
Desenvolvido por: A2M (Artificial Mind and Movement) 
Distribuído por: Buena Vista Games 
Gênero: Ação/plataforma 2d 

"Kim Possible: What's the switch?" é um jogo de ação em plataforma 2d lançado exclusivamente para Playstation 2. O game o coloca diretamente nas aventuras de Kim Possible, seja controlando a heroina da Disney ou Shego (arque-inimiga de Kim) assim como também o pequeno roedor Rufus. 
Como já descrito acima este game segue uma premissa de plataforma 2d, no entanto pode-se perceber que todo os cenários foram desenvolvidos em 3d, mas o jogador terá que se contentar em seguir um plano definido pelo game para prosseguimento das fases. Os gráficos do jogo são muito bem feitos e seguem a premissa do que você pode conferir no desenho, ou seja, não se trata de um game com gráficos detalhistas uma vez que o desenho também conta com um traço bem descontraido, mas muito bem feito. A jogabilidade do jogo é muito bem trabalhada apesar de simples, as personagens principais Kim, e Shego podem saltar, agarrar em plataformas, dar socos e pontapés e ainda contam com acessórios que vão facilitar sua vida durante a jornada. 
O jogo não é tão longo, no entanto ele conta com vários motivos para você voltar fase por fase em busca de itens e segredos (que podem destravar roupas novas para as protagonistas, assim como diversas arts do jogo, tal como as múscias e story-boards). 
Devido a jogabilidade rápida e fácil, o game torna-se muito divertido levando em consideração uma boa quantidade e variedade de inimigos a se enfrentar. Os cenários também são muito bonitos e criativos.  
O game também conta com um sistema multiplayer, mas que infelizmente é muito simples, contendo apenas três minigames onde podemos desafiar um segundo jogador ou mesmo resolver os desafios em conjunto. 
A trilha sonora do jogo é muito boa, tendo tudo a ver com o jogo e bem pegajosa. 
Embora de cara o jogo pareça ser muito casual e bem simples e fácil, na medida que o jogador for destravando todas as fases e segredos, perceberá que o jogo foi concebido para render ótimas horas de diversão e também um bom desafio (principalmente nos levels secretos). 
Por fim pode-se dizer que o jogo "Kim Possible" What's the Swicth?" pode lhe render boas horas de diversão no nosso console eterno. Eu recomendo. 

Paulo Mácio (@PauloMacio / Twitter) 

Sabtu, 03 Maret 2012

Top 7: As melhores trilhas sonoras.




Hoje muito se discute sobre o modo com que os vídeo games são vistos na cultura popular. A conclusão é que essa industria se tornou uma arte tão importante quanto a literatura, cinema e música. O fato é que nos dias atuais os games são um apanhado de tudo isso. Jogos como Metal Gear Solid e Indigo Prophecy se desenvolvem como um intenso filme, com momentos tristes, alegres, engraçados e tensos. Algumas tramas são tão bem escritas e desenvolvidas que muitos jogadores até imaginam como seria tal game se fosse transformado em um livro ou até em filme. Muitos fatores contribuem para construir a atmosfera de um título, entre eles temos as músicas. Pensando nisso o Playstation 2 Eterno traz um Top 7 com as trilha sonoras mais incríveis que o console trouxe ao longo desses 10 anos de existência. A seleção é difícil, mas consegui reunir aquelas que conseguem causar a sensação ideal durante aquela partida emocionante de seu game favorito. Lembrando que está lista reflete numa opinião pessoal, não sendo levada como oficial e nem a sério. Seu principal intuito e divertir o leitor de nosso humilde blog!

7º Maximo VS Army of Zin.
O herói de cuécas de Ghouls ´n Ghosts foi reinventado em Maximo: Glory to Ghost, um game feito para saudosistas de plantão. O título fez tanto sucesso que a Capcom não fez cerimônia em lançar uma sequência. Em Maximo VS Army of Zin o cavaleiro se une a Morte para salvar o mundo de um exército de máquinas que é movido a almas. A premissa é boa e o game ainda se finca nos pilares da nostalgia. Se fosse apenas pelos gráficos (que não chegam a ser feios, apesar de muito simples e às vezes até lembram obras de Tim Burton) Army of Zin seria um título tecnicamente casual aos olhos de qualquer jogador. Mas a trilha sonora do game faz de Army to Zin uma batalha épica pelos confins de um mundo atacado por máquinas mal assombradas. Nas primeiras fases jogamos em vilarejos e florestas, que intercalam com canções moderadas e orquestradas que inspiram mistério e terror. Mas basta começar a escalar as montanhas assombradas para que exploda um repertório heróico digno do cavaleiro de cuecas, com peças orquestradas inspiradas que se unem com perfeição aos acontecimentos na tela. As composições também são épicas e soam na cabeça do jogador após algum tempo de jogatina.



6º Castlevania – Lament of Innocence.
Lament of Innocence chegou ao mercado com a difícil tarefa de ”perdoar” os lastimáveis títulos da série no Nintendo 64. Nas mãos de Iga o título conseguiu ser interessante, mas faltou muito para ser um jogo 3D de qualidade indiscutível dentro da série. Entre erros e acertos o maior trunfo deste Castlevania foi uma ambientação marcante e original. Leon Belmont parte para o castelo para salvar Sarah, sua noiva que foi raptada pelo vampiro Walter. Após adquirir a arma clássica do clã o jovem Belmont parte para a moradia majestosa e hostil do vilão, com suas torres, laboratórios macabros, capelas e monstros infernais. No entanto a trilha sonora nos remete ao sentimento de que sua busca já estava fadada ao fracasso. As canções em geral fazem o jogador entrar no clima de uma jornada triste e emocional, onde salvar sua amada nunca foi tão importante. A canção da fase House of Sacred Remains é uma das mais emblemáticas do jogo todo. Com uma introdução brutalmente dolorosa de órgão sinfônico e uma batida contida, unida a um belo piano fica difícil não se lembrar de uma cerimônia religiosa, ou de um funeral. As demais canções usam diferentes instrumentos orquestrados, todos com aquele tom de jornada sem esperança. Após muitos combates levados a um clima de solidão vem a fúria do combate final, nos levando a uma das composições mais viscerais da franquia, misturando todo o sentimento de ódio e tristeza que os momentos finais de Lament Of Innocence proporcionam ao jogador.


5º Devil May Cry 3 – Dante´s Awakening.
Quem nunca se divertiu com Dante: O filho do demônio Sparda e caçador de criaturas das trevas? Em Devil May Cry 3 o jovem caçador vive os acontecimentos que o levam a formar sua conhecida firma de caçar demônios. Também conhecemos os motivos do embate com seu irmão gêmeo, Virgil, num dos games de ação mais divertidos do Playstation 2. Mais do que um herói poderoso e corajoso o jovem Dante também tem estilo e rock in roll na veia. Prova disso está na visceral trilha sonora de Dante´s Awakening. Ela se divide em duas etapas: Nos momentos de exploração e busca de itens temos uma canção tensa e com um toque de agonia, como se uma criatura das trevas estivesse observando cada passo dado por Dante. Mas quando o exército de Virgil surge entra em cena um poderoso rock com batidas eletrônicas, que causa uma empolgação indescritível, inspirando o jogador a fatiar cada criatura das trevas que estiver ao seu alcance. Poucos jogos conseguiram combinar combates brutais com uma trilha tão empolgante como a série Devil May Cry faz, mas a superação com certeza veio neste terceiro capitulo da franquia.


4º Silent Hill 3.
Ruídos que soam desconexamente e barulhos sem aparente compreensão podem ser o tipo de trilha mais fula possível, mas esse caso não se aplica a Silent Hill. O terceiro episódio da série é sem dúvida o mais perturbador da franquia até hoje! A trama que remete a jovem Heather ao autoconhecimento, mas de uma maneira macabra e aterrorizante. A trilha sonora em Silent Hill 3 é do tipo ambiental, mas que não se esconde de forma alguma. Há momentos em que composições depressivas em piano ajudam a compor cenas de diálogos ou em momentos onde exploramos um lugar de extrema importância para Heather. Mas no geral as músicas são compostas por ruídos distantes que se resumem em gritos e coisas se arrastando pelo chão. Também há uivos de lobos, barulhos de coisas pegajosas que parecem se proliferar a sua volta e incomodo nos ouvidos que ajudam a deixar o jogador totalmente amedrontado. Um monstro em particular parece entoar uma canção de zombaria quando se aproxima, por vezes fazendo lembrar uma macabra cantiga de criança. Silent Hill 3 deixou bem claro que está trilha ambiental ajuda a compor o clima assustador deste fantástico game de terror psicológico. Para completar temos a música tema do game, You´re Not Here, escrita especialmente para a introdução do game. Uma canção que com certeza você colocará em seu I Pod se parar para ouvir e ler a letra.


3º Metal Gear Solid 3 – Snake Eater.
Não é por que sou fã das produções da Konami, mas coincidentemente as melhores trilhas vêm dos games da mesma produtora, e eu seria muito injusto se não colocasse Metal Gear Solid 3 – Snake Eater nesta lista. Todos nós sabemos que a saga de Hideo Kojima é um exemplo de game cinematográfico, onde cada evento se desenvolve como uma produção de Hollywood. Uma trama de espionagem regada à corrupção e sangue, vivida por personagens de alma e coração. Falar que um game assim possui uma trilha sonora acima do soberbo é muito natural. O game todo é ambientado em uma ilha Soviética, uma verdadeira selva. A trilha sonora geralmente entra em ação em momentos de adrenalina em que Snake é detectado por um inimigo, ou em um combate feroz contra um dos membros da unidade cobra. Essas músicas geralmente nos remetem à temas de ação intensa, onde a canção nos deixa realmente nervosos enquanto foge de um soldado russo. No entanto há músicas que surgem nas cenas não interativas assim como em um filme, fazendo de cada uma delas uma verdadeira explosão cinematográfica na tela. O ponto alto desta trilha está em Snake Eater, que assim como You´re Note Here também foi escrita especialmente para o game. Parte da batalha final contra The Boss é silenciosa, mas nos momentos final a voz de Cynthia Farrel nos emociona, fazendo deste um dos combates finais mais lindos da história dos vídeo games. Uma curiosidade: Cynthia Farrel já emprestou sua voz para Konami antes. Ela também interpretou I Am The Wind, o polêmico tema romântico que encerra Castlevania – Symphony of The Night, do Playstation.


2º God of War 2.
O que podemos esperar de um jogo ambientado na era dos Deuses, onde o protagonista é um Deus caído que busca vingança contra Zeus em um cenário majestoso e repleto de seres mitológicos e sangue sendo derramado? Fazer uma apresentação a God of War é indispensável, e o que era bom ficou ainda melhor em God Of War 2. Kratos, o fantasma de Esparta, está mais furioso que nunca e planeja conquistar o poder das irmãs do destino para tirar a vida do senhor do Olimpo, Zeus. Com uma premissa tão fantástica é lógico que as canções do game não poderiam ser menos que épicas. As peças de orquestras são das mais poderosas já vistas em um jogo até hoje, com uma batida de impacto e até corais. Cada música consegue ficar no ouvido do jogador de tão divina. O maior destaque vai para a música presente na batalha contra Perseu, e mais para frente, Zeus. God Of War 2 tem um clima de aventura mitológica em todos os sentidos, não seria estranho que a sonorização seguisse o mesmo padrão. Medalha de prata para o poderoso Kratos.


1º Final Fantasy XII
Quem leva a medalha de ouro é Final Fantasy XII, exclusivo do Playstation 2 e considerado por muitos o melhor RPG do console. A saga de Vaan e seus amigos pelo mundo de Ivalice ganhou uma série de melhorias, tanto gráficas quanto na jogabilidade. Quando se trata de trilhas sonoras a Squarenix não brinca em serviço. Desde sempre FF é conhecido por incríveis trilhas musicais que traduzem sentimentos diversos em seus jogadores. Mas não contente em apenas traduzir em FF XII tudo está muito mais primoroso. O tema desde episódio está deslumbrante, com um arranjo acima do normal, mesmo para um jogo. Cada personagem possui um tema próprio, que consegue traduzir com maestria um pouco da personalidade de cada herói do game. As canções clássicas estão aqui, como manda o figurino. O que realmente chama atenção é como cada música se encaixa em cada aventura proposta ao longo do game, e sabemos que em um RPG isso é essencial. A emoção de cada composição foi trabalhada com êxito. Isso é traduzido em músicas orquestradas que poderiam ser usadas em qualquer opera sem o menor esforço. Cada peça instrumental inspira vida própria, sem contar que as músicas em si ficam na cabeça do jogador. Seja você fã de Final Fantasy ou não, a trilha de FF XII é indiscutivelmente fantástica!


Menções honrosas.


The Godfather – The Game.
O livro homônimo de Mario Puzzo está marcado na cultura mundial, não apenas pelo livro, mas pela excelente adaptação de Francis Ford Copolla nos três filmes que compõem essa fantástica trilogia. O Poderoso Chefão narra à intensa vida da máfia americana entre as décadas de 40 e 50. A Eletronic Arts aceitou o desafio de reconstruir esse universo em The Godfather, sendo um título tão interessante quanto à série Grand Theft Auto, e em alguns aspectos até melhor que o game da Rockstar. A saga dos Corleone é pontuada por uma bela trilha sonora, mas que não entra no ranking oficial por um único motivo: As músicas não foram compostas para o game, e sim para o filme, não sendo uma trilha original. Mesmo assim, só o fato de ouvir o tema principal do filme já é um deleite para os ouvidos.


Prince of Persia – The Warrior Within.
Está é uma trilha que tinha tudo para ser memorável, mas um pequeno detalhe pôs tudo a perder. A trilha foi colocada no jogo errado! Sim, os temas rock tétricos de Warrior Within não combinam em absolutamente nada com a proposta do título. A tentativa era simples, fazer com que as músicas soassem tão sombrias quanto o resto do game. Se não tivesse usado a batida de rock com certeza teriam alcançado o objetivo. Mas acabou sendo uma piada na linha do tempo do jovem príncipe.


Star Wars – The Force Unleshead.
O que seria viver as batalhas épicas de Star Wars sem as músicas clássicas que compõem o filme? Assim como The Godfather, The Force Unleshead usa e abusa de uma trilha fantástica, mas que não foi feita para o game. Mas não restam dúvidas de que caçar os Jedis na pele de Starkiller ficou bem mais empolgante ao som da obra original.


Escrito por: Lipe Vasconcelos