Selasa, 06 Desember 2011

Analise: Kingdom Hearts II



Ano de lançamento: 2005
Gênero: RPG/Ação
Produtora: Square Enix

Em 2002 muitas pessoas não acreditaram que a mistura entre Disney e personagens da série Final Fantasy pudesse dar certo. Não só deu certo como ainda rendeu uma continuação do game Kingdom Hearts intitulado Kingdom Hearts II. O game se passa após o primeiro, mas não pensem que a história é fácil de entender. Entre o primeiro e segundo game outros fatos aconteceram, os quais são contados em Chain of Memories e 358/2 Days (este exclusivo do DS).

No começo do jogo você controla o personagem Roxas, nobody de Sora. A princípio o game parece um pouco parado, mas depois do começo chato a verdadeira ação começa. A história do game gira em torno de Sora, Donald e Goofy tentando encontrar Riku e o Rei, derrotar e aprender sobre os novos inimigos chamados de nobodys e descobrir e impedir os planos da Organization XIII. Dessa vez novos mundos da Disney são apresentados e outros são revisitados. Há também a presença de novos personagens tanto da série Final Fantasy como do próprio jogo.

A jogabilidade se mantém a mesma apresentada em Kingdom Hearts, porém mais refinada. Toda a ação acontece em tempo real e não em turnos como nos tradicionais jogos da série Final Fantasy. A câmera que no game anterior não era muito boa, mudou e agora está muito melhor, facilitando a movimentação dos personagens e poucas vezes atrapalhando. É uma pena que o as vezes o game se mostre um pouco repetitivo, já que os objetivos são quase sempre os mesmos: ir até determinado lugar enquanto vai enfrentando vários heartless e nobodys e depois ver uma cutscene até encontrar o chefão.



No game também foi acrescentado os forms, que são combinações feitas entre Sora e Donald e/ou Pateta criando um personagem mais poderoso que utiliza duas Keyblades para lutar, com exceção da Wisdom Form. Os comandos na hora do combate foram melhorados e parecem fluir. A presença dos Reaction Comands, que nada mais é do uma sequência de botões a ser apertada na hora certa contribui com isso.

As viagens na Gummi Ship também sofreram alterações e estão muito mais divertidas. Foram acrescentadas diversas missões nas fases com a Gummi Ship e sempre com boas recompensas como naves excluisvas e itens para melhorar o desempenho da Gummi.

Outro ponto a ser destacado são os gráficos. Com certeza Kingdom Hearts II apresenta um dos gráficos mais lindos do PS2. As cutscenes estão excelentes e a dublagem também foi muito competente. O universo da Disney foi muito bem retratado no game e por diversas vezes você terá a sensação de estar imerso nesse universo.

A trilha sonora é um assunto à parte. As músicas compostas por Yoko Shimomura são muito lindas e se encaixam perfeitamente na história.

Veredicto:
Kingdom Hearts II é um jogo que merece destaque. Sua história e personagens cativantes conquistaram uma geração de fãs. Apesar do começo ser um pouco cansativo e o game se mostrar as vezes um pouco repetitivo ele é extremamente recomendado a qualquer fã de um bom RPG. Para aqueles que acham Kingdom Hearts II um jogo infantil: o game tem uma história profunda e com certeza é um dos melhores jogos lançados para PS2.

Notas:

- Gráficos: 10.0

-Jogabilidade: 9.5

- Sons: 10.0

-História: 9.0

- Diversão: 10.0

Por: Bella Alves

Sabtu, 03 Desember 2011

Devil May Cry 3 - Dante´s Awakening



Ano de lançamento: 2005
Gênero: Ação.
Produtora: Capcom.






Os fãs gritaram, a Capcom escutou! Devil May Cry 3 – Dante´s Awakening bota a série nos trilhos, depois de um episódio que desagradou pelo menos 90% dos fãs que o game adquiriu com sua estreia em 2001. A Capcom não teve medo de apostar na formula que deu certo no primeiro game, e mesmo que adicionando poucas inovações Devil May Cry 3 fez bonito, pelo simples fato de repetir uma formula de sucesso com um trabalho técnico mais caprichado. O enredo do game se passa bem antes dos títulos anteriores. Somos apresentados a um Dante mais jovem, que precisa enfrentar o seu irmão, Virgil.
Caçando demônios com “Style”
O Hack and Slash praticamente foi inventado pela franquia Devil May Cry, e ainda que títulos como God of War e Dante´s Inferno tenham adaptado bem o gênero, a série da Capcom ainda se prova eficiente na hora de explorar sua fórmula de sucesso. Os combates rápidos e frenéticos retornam com a mesma dificuldade insana presente no primeiro DMC, mas com uma diferença muito interessante: O Style. Agora o jogador pode selecionar entre seis estilos diferentes de combate, sendo que somente quatro estão liberados de inicio; Trickster (foca-se em técnicas evasivas), Swordmaster (focado em técnicas com espadas), Gunslinger (aprimora técnicas com armas de fogo) e Royalguard (valoriza defesa e contra-ataque). Cada Style prioriza um tipo de jogabilidade especifica, além de também aumentar de nível à medida que se derrota inimigos. É altamente recomendável que o jogador se foque em evoluir apenas um Style, podendo usar as primeiras missões apenas para testar qual Style lhe agradará mais.


O foco do game é realmente os combates, e nisso ele não decepciona. Logo no inicio você tem um gostinho do que lhe espera. Após enfrentar uma horda de inimigos vem um chefe de capuz preto e uma foice (sim, a morte), e essa rotina de lutas incansáveis só é quebrada por momentos de exploração e resolução de enigmas. Os puzzles são simples e de fácil resolução, quase sempre envolvem a busca de um item ou chave, no entanto eles cumprem bem o seu papel, que é o de não deixar os combates cansativos ou repetitivos. As lutas com chefes são realmente rápidas, exigindo pericia e paciência do jogador.
Ao longo do game Dante coleta Orbs vermelhos, que podem ser úteis para comprar itens ou adquirir novos golpes. A coleta de orbs é importante, por isso às vezes é necessário perder um bom tempo indo e voltando nas salas, pois quanto mais se enfrenta inimigos mais Orbs serão acumulados. Cada arma de Dante também deve ser evoluída, para que não haja sufoco na hora de enfrentar os chefes. O sistema de combate é cuidadosamente polido e funcional, mas é um caso onde os jogadores novatos terão sérios problemas, já que em algumas situações é necessário fazer combos mais bem elaborados e, consequentemente, exige maior domínio do jogador para sua execução.
Sem mudanças em nenhum sentido.

Usar a formula de sucesso do primeira game garantiu o sucesso de DMC3, mas também não ajudou a atribuir novos fãs a série, se você não gostou do 1 ou do 2, certamente o 3 não o fará mudar de opinião. Devil May Cry é voltado para os hardcores, que sentem prazer em tentar matar um chefe em no mínimo 20 tentativas, pois muitas vezes é o que acontece, mesmo quando há a opção de mudar de nível o desafio do game continua alto. A progressão do game também não ajuda muito, já que só é possível salvar seus feitos ao inicio de cada nova missão. As missões não costumam ser longas e os enigmas são muito simples, mas quem é que gosta de ter que fazer tudo outra vez quando você morre no embate contra um chefão? Isso mesmo! Você volta pro inicio da missão, ao melhor estilo games Super Nintendo. É possível obter continues, mas paga-se um valor em Orbs vermelhos para consegui-los, e é muito raro achar algum dando sopa durante as fases. O único consolo que o jogador possui é que você pode salvar a qualquer momento, mas esse save livre só serve para guardar a quantidade de orbs obtidos ou melhoras feitas no personagem. O sistema de câmeras também não foi melhorado, o que as vezes pode atrapalhar, tanto nos combates quanto na exploração, é fácil demais se perder numa mudança brusca na visão do jogador.
Depois dos excelentes embates o segundo melhor ponto do game é sua apresentação. Dificilmente encontraremos no mercado um jogo de ação com temas demoníacos que consiga soar tão leve quanto Devil May Cry. Isso se deve a personalidade única do protagonista Dante (personalidade que foi excluída no game anterior). Dante consegue tirar sarro de qualquer inimigo ou qualquer situação, lançando frases irônicas e engraçadas a todo tempo. Some isso a verdadeiras cenas absurdas, com direito a Dante surfando em mísseis, caindo com estilo de uma torre e muitas outras loucuras que você pode imaginar. O game esbanja tanta criatividade que nem mesmo algumas esquisitices conseguem ser estranhas ao jogador. Afinal, em quantos games do estilo você se diverte em usar uma arma que consiste numa guitarra, onde cada solo produz raios que destroem hordas de demônios pelo caminho? O visual do game combina com o protagonista, que é altamente Cool.
Os gráficos de Devil May Cry são do tipo que aposta em uma simplicidade que soa como grandiosa. As texturas são simples, assim como os efeitos de tela; mas seu acabamento é tão polido e suave que qualquer jogador vai encarar o visual do game como uma mega produção gráfica. As cores frias se fazem presente em quase todo o game, aumentando o clima tenso e gótico. Parte do game se desenvolve em um imenso castelo, mas há cenários de todos os tipos, que casam perfeito com o contexto de Devil May Cry 3. Dante conserva em sua aparência a personalidade descolada, com uma calça Jeans e um sobretudo vermelho aberto na frente. As animações são impecáveis, com movimentos limpos, bonitos e bem trabalhados, dá um gosto danado observar cada movimento possível de Dante na tela. Os inimigos não são exatamente variados, mas cumprem bem o seu papel. Os chefes são um verdadeiro show, bem detalhados e com animações nada genéricas. É bom ver que a Capcom cuidou tanto da jogabilidade como dos gráficos. O som do game é ótimo, a começar pelos efeitos sonoros, que seguem o padrão de qualidade adotado nos gráficos, todos bem feitos e combinam perfeitamente com as situações. As dublagens são ótimas, mas há um contraste nelas, enquanto a de Dante combina com o jeito cínico do personagem a de Vergil ficou muito a desejar, chegando até ser cômica às vezes. A trilha sonora é outro ponto incrível do game, com músicas calmas e tensas nos momentos de aventura e um tema mais agitado e rápido durante os combates. Os controles em geral respondem bem, mas a esquiva é um problema. Num game que preza por combates frenéticos a esquiva deixa a desejar, com respostas atrasadas que geram dor de cabeça, principalmente na luta contra os chefes.
Um game de ação eterno.

Devil May Cry 3 – Dantes Awakening acertou em arriscar na formula que deu sucesso à série. É um game que vai agradar aos fãs, principalmente aos que odiaram Devil May Cry 2, mas não se preocupa em conquistar ao publico que não gostou do game em sua fase inicial. Deixando de lado apelos comerciais o título chega ao mercado com uma dificuldade extrema, direcionado para gamers mais hardcores. É um exemplo brilhante de jogabilidade bem trabalhada e técnica bem apurada. Fãs do Hack And Slash vão encontrar um lugar especial em suas prateleiras para este game. A série Devil May Cry se despede de maneira excelente do Playstation 2, se tornando um game eterno no nosso console eterno.
Notas:
-Gráficos: 9.0
-Jogabilidade: 10.0
-Sons: 10
-História: 9.0
-Diversão: 10.0
Nota final: 10.0
Prós:
-Jogabilidade bem fluída.
-Combates incríveis do inicio ao fim.
-Puzzles criativos, que mesmo fáceis não deixam a desejar.
-Parte técnica perfeita.
Contras:
-Sistema de Save muito antiquado pros padrões de hoje.
-Esquiva pouco confiável,
-Inimigos de fase poderiam ser mais variados.
-Trabalho de câmera mal feito

Por: Lipe Vasconcelos.

Rabu, 30 November 2011

Analise: Killer 7




Ano de lançamento: 2005
Desenvolvido por: Grasshoper
Publicado por: Capcom
Gênero: Ação/Adventure.







Uma jogabilidade altamente limitada e gráficos que passam a impressão de mal acabamento: ingredientes perfeitos para um game fracassar. No entanto Killer 7 conseguiu amarrar tais elementos de uma maneira pouco convencional. Talvez o prazer em jogar Killer 7 não esteja no jogo em si, mas na sua apresentação diferenciada, que atrai jogadores que estejam cansados de algumas formulas um tanto saturadas no mercado atual. A primeira coisa que o jogador deve ter em mente é que Killer 7 se beneficia de uma originalidade única, onde até os seus defeitos parecem estar em função da experiência.



Sete por um, ou um em sete?
Killer 7 bota o jogador no comando de um grupo de 7 assassinos comandados por um homem em uma cadeira de rodas chamado Herman Smith, cada qual com uma habilidade em especial. Juntos eles formam o Killer 7. No entanto não se sabe se os sete de fato existem ou são apenas múltiplas personalidades de Herman. Nota-se que cada assassino tem consciência da existência do outro, embora eles não interajam entre si. Herman deve combater uma organização chamada Heaven Smile, comandada por Kung Lang, o mão de Deus, ao mesmo tempo em que um embate entre Estados Unidos e Japão se desenvolve.
O enredo aparentemente não é tão impressionante, mas sua apresentação é única. No game você pode controlar apenas seis assassinos. Garcian Smith, o único que realmente mantém contato com Herman tem a habilidade de reviver qualquer assassino morto, por isso é sempre bom deixá-lo de reserva, somente para usar tal habilidade. Cada um tem um poder em especial que lhe será útil em algum momento do game, seja para destrancar uma porta ou revelar mensagens em sangue na parede. Durante todo o game você interage com espíritos de pessoas assassinadas por Herman, ou enfrentando os Heaven Smiles. Esses seres são particularmente bizarros, pois eles não são visíveis ao olho nu. Você só sabe que estão próximos ao ouvir sua risada.
Andando nos trilhos.

A jogabilidade de Killer 7 é muito particular, e tenha certeza que você nunca verá uma igual em nenhum outro título. Basicamente ela é dividida em três momentos distintos: exploração, combate e puzzles. A grande polêmica fica justamente no modo com que o jogador explora os cenários. O assassino só pode andar em uma única direção ao apertar o botão X, ou então dar um giro de 160° ao pressionar triangulo, dando a sensação de que você anda em trilhos. Em cada corredor aparece a opção de se dirigir para um caminho bifurcado. Explicar por texto é meio difícil, basta você ver para entender. Ao ouvir uma risada você deve apertar R1 para entrar no modo mira, aí entram os combates. Para enxergar um Heaven Smile você deve segurar o R1 e pressionar o L1. Ao atirar nos pontos em destaque você acumula sangue forte, usado para melhorar os atributos de seus assassinos, matando eles da forma convencional você acumula sangue fraco, usado para repor a energia vital de um assassino ou usá-la para dar tiros carregados. A parte dos puzzles é altamente satisfatória para jogadores que gostam de quebrar a cabeça com enigmas, geralmente serão do tipo “ache o item e use em tal lugar” ou então alguns se apresentam de forma mais complexa. Se você não tiver paciência poderá pedir a solução para uma entidade que sempre lhe dirá o que fazer, mas antes ele insulta o jogador e cobra uma alta taxa em sangue forte. Tente imaginar um game Click Point misturado com um pouco de horror survival, ai você tem uma idéia básica do que esperar em Killer 7.
Killer 7: Obra de arte interativa.
Não é preciso jogar o game pra ver que sua jogabilidade é altamente limitada, e em alguns casos, medíocre. Mas aqui é um caso raríssimo onde os controles acabam não sendo importantes, já que é o conteúdo do game que realmente se destaca. Esse é um daqueles títulos que mostra sua atmosfera pesada já na tela de título, deixando isso tudo mais acentuado no decorrer das partidas. Isso tudo é mérito do roteiro bem elaborado que Killer 7 trata. Os temas são pesados, passando por embates políticos, questões sociais, violência gratuita, doenças mentais, sexo e até mesmo racismo. Mas há duas coisas que conseguem amenizar o impacto dos assuntos mostrados, o primeiro é a parte gráfica, que se apresenta como uma graphic novel americana aplicada em um excelente Cell Shading, segundo por que a linguagem do game é profundamente filosófica. Contudo, algumas situações se mostram impressionantes, como o modo com que alguns espíritos insultam o jogador, ou as freqüentes cenas de assassinato e crueldade e até mesmo alguns lances onde a empregada Samantha pratica um sexo sadomasoquista com Herman. Em meio a isso tudo o game encontra espaço para lançar idéias reflexivas ao jogador, principalmente em se tratando de Herman. Um momento particularmente impressionante da trama acontece logo nas primeiras horas, quando Travis se apresenta dizendo ser uma das vitimas de Herman e se questiona por que foi assassinado; um puzzle também chama atenção, pois ao resolvê-lo você conversa com outra vitíma de Herman, só que você conversa apenas com a sua cabeçca decapitada, que sai de dentro de uma máquina de lavar roupa. No final das contas o game não consegue ser nada menor do que perturbador, e incrivelmente mais perturbador que o polêmico Manhunt, da Rockstar.
Os gráficos também podem causar polêmica de jogador a jogador. A Grasshoper optou por gráficos comuns e um acabamento que lembra um ambiente altamente surreal, com cores fortes e sem um acabamento de ultima geração, mas sua simplicidade acaba saltando os olhos, mas não espere nada muito relevante, já que o Playstation 2 possui gráficos muito melhores em sua jogoteca. As cenas não interativas também possuem ótima qualidade, destacando-se as de estilo anime, que vão agradar a todos. As dublagens ajudam a manter o game na sua constante tensão psicológica, a dos espíritos sempre é apresentada como sussurros discretos. Os efeitos sonoros são polidos e bem feitos e a trilha sonora é quase que nula ao longo do game.
Vale a pena?
Killer 7 cumpre bem o seu papel ao tentar algo que realmente faça a diferença. A jogabilidade é muito simples, mas limitada ao extremo. O mercado atual de games se preocupa muito com gráficos de ultima geração, além de copiar formulas de sucesso como God of War e títulos em primeira pessoa focados em multiplayer, mas a Grasshoper ousou em mostrar simplicidade técnica e diversão. O foco do título é o seu enredo, que consegue se destacar junto a outros medalhões como Metal Gear Solid 3. O clima é raro até mesmo em games de horror/survival, com uma apresentação tensa e perturbadora. Passe por cima das limitações dos controles e você terá uma das experiências mais incríveis que um game pode te dar.
Prós:
-Gráficos diferenciados.
-Trama muito bem elaborada.
-Diálogos bem construídos.
Contras:
-Jogabilidade limitada.
-Combates repetitivos com o tempo.
-Muitos loadings que quebram o ritmo que já é fraco.

Por: Lipe Vasconcelos.

Kamis, 24 November 2011

Analise: Metal Gear Solid 3 - Snake Eater



Ano de Lançamento: 2004
Produzido por: Konami
Gênero: Ação/Stealth.






Metal Gear Solid se tornou uma série mais que aclamada no mundo dos games. Depois do revelador (e também polêmico) Sons of Liberty, seria vez da obra de Hide Kojima ganhar o game zero da série, ou seja, aquele que decide voltar anos e anos no tempo a fim de explicar a origem de muitas coisas. Já que o game mostra um dos membros da FoxHound não é preciso pensar muito para descobrir quem é o agente que assume o code nome Naked Snake neste game. Sua missão é impedir que a Cobra Unit... Quer sabe, jogue e descubra por si próprio!









Welcome to the Jungle.
O maior trunfo de Snake Eater está na sua coerência, motivo pelo qual o game não divide a projeção de jogadores, ou você vai amar ou vai odiar o game. Se ficar com a primeira opção você não tarda a descobrir uma experiência gloriosa, ou talvez tarde sim. Para começar, Snake Eater deixa de lado as bases e instalações de alta tecnologia que eram costumeiras na série e joga Snake em uma ilha russa, no meio da selva. A primeira grande diferença está na ausência do radar Solition para guiar Snake nos momentos furtivos, em vez disso você tem radares e sensores de movimento, mas que passam longe de ter o mesmo conforto que o Soliton. Além disso, Snake também conta com uma série de camuflagens que serão de grande ajuda na selva e dentro das instalações militares.Mas as novidades não param por ai, além de jogar nosso herói na mata densa a Konami dificulta mais ainda a vida de Snake. Esqueça as rações que recuperam sangue, agora Snake deve caçar sua comida: Serão ratos, jacarés, cobras, bodes, peixes, cogumelos e muito mais; cuidado com o tempo que você armazena a comida, caso contrário ela pode estragar e deixar Snake com uma dor de estomago. Nessa hora vem outra bela novidade, a tela de sobrevivência, onde você pode curar Snake; balas podem ficar alojadas em seu corpo, cortes, queimaduras e até mesmo ossos quebrados; dando pausa no jogo você pode curar os ferimentos de Snake. Além da barra de sangue há também a barra de Stamina, que mede a resistência de Snake, por exemplo, quanto menor a barra maior é a fome, chegando ao um ponto que seu estomago ronca, esses roncos podem chamar a atenção de patrulhas. Quando a saúde e a barra de Stamina estão em um nível aceitável a energia vital se recupera sozinha.


Isso tudo é muito legal, certo? De fato, tais novidades adicionam muita diversão ao título, mas também são a razão do game deixar uma impressão tão absoluta nos jogadores. As primeiras três horas de jogo são para apresentar ao jogador as novidades, mas o que acontece na realidade é um teste de paciência, já que o game enfia pela goela do jogador o sistema de camuflagem. A floresta é um lugar denso e difícil de se esconder, por isso se camuflar é essencial pro sucesso de sua missão.É realmente complicado se acostumar com a ausência do radar, jogadores que nunca jogaram Metal Gear Solid provavelmente vão desistir logo de cara. Mas é altamente recomendado que você resista, já que o ritmo do game aumenta consideravelmente após enfrentar o primeiro chefe. Daí em diante os ambientes vão mudando. No final das contas fica a impressão de que você está na pele de um herói de cinema, que precisa ganhar território gradualmente até chegar à base inimiga. Durante esse caminho será preciso sobreviver a situações de tensão constante, que nunca se tornam cansativas. As lutas contra os chefes são o ponto alto do game, com destaques para o confronto épico com o atirador The End, que pude durar por horas e até dias.
Visual mais cinematográfico que nunca.


Falar que Snake Eater tem um visual cinematográfico é chover no molhado. É fato conhecido que games que apresentam muitas cenas não interativas ou conversas longas acabam deixando o ritmo de jogo de lado, mas Hideo Kojima tem um talento fora do normal para introduzir ambos sem fazer com que o jogador perca o interesse, afinal, a trama toda se desenvolve assim, com muitas conversas no rádio e cenas que lembram filmes de espionagem. Cada novo chefe possui uma pomposa apresentação, bem como também uma gloriosa morte, empolgando a cada momento. Os gráficos são fantásticos e variados. Na selva você fica encantado em notar que cada folha e grama possuem vida própria, a textura de cada pedra vibra de forma singular na tela. O que mais chama atenção é como a floresta reage à chuva, névoa e até nas horas em que Snake rasteja, movendo as gramas ou vendo os animais se movendo nos cenários. As bases também apresentam ótimas texturas e um acabamento digno da série, sendo um game que explora bem a capacidade do Playstation 2. Os inimigos estão bem modelados e bem feitos, Snake no entanto tem uma animação que lembra muito a de Snake do primeiro Metel Gear, o que as vezes pode parecer um tanto desagradável, mas nada que prejudique o game. A parte sonora casa perfeitamente com a ambientação do game. Se você tiver uma televisão com suporte ao Pro Logic II vai ter a sensação de ouvir uma selva na sua sala, pois os efeitos realmente impressionam. A trilha sonora surge em momentos estratégicos e aumenta a intensidade da ação, continua tão memorável quanto de costume. As dublagens são boas, como sempre, inclusiva a de David Hayte, que dubla Snake desde o primeiro game. Alguns criticaram o trabalho de Hayte, falando que sua interpretação às vezes beira a irritante de tão arrogante; mas é preciso lembrar que não se trata de SOLID SNAKE, logo, e levando em conta o personagem principal eu achei perfeitamente justificável a interpretação arrogante de Naked Snake.
Um clássico.
Jogar Metal Gear Solid 3 – Snake Eater é uma experiência como poucas, daquelas que você sabe que não há igual. Hideo Kojima e sua equipe sabem trazer algo diferente para os jogadores, prova disso é que algumas situações que o game proporciona nunca apareceram em nenhum outro jogo até hoje. As primeiras horas são realmente difíceis, devido a série de inovações a qual o jogador deve se adaptar, mas passado a primeira impressão Snake Eater se torna empolgante e incrível. Talvez o único defeito do game é que dessa vez a visão de câmera clássica não funcione tão bem quanto antes, mas é um defeito sem importância diante da grande produção do título.
Prós.
- Jogabilidade excelente.
- Enredo envolvente e interessante
- Tela de sobrevivência e camuflagem.
- Batalhas épicas contra chefes.
Contras.
- As primeiras horas de jogo são maçantes.
- Câmera clássica acaba atrapalhando em alguns momentos do jogo.
- Ausência do radar.
Nota:
Gráficos: 10
Controles: 9.5
Diversão: 10
Som/áudio: 10
Nota final: 10

Por: Lipe Vasconcelos

Sabtu, 19 November 2011

Noticia: O criador de GOW não esta interessado na série!!!

David Jaffe, criador de God of War não está interessado em voltar à série a não ser que ele possa reinventar o modelo original que ele criou no PlayStation 2.



Jaffe, que neste momento está a trabalhar em Twisted Metal para o PlayStation 3, explicou num post do seu blogue que ele agora quer fazer jogos que coloquem a jogabilidade à frente da história, uma postura que entra em conflito com a ação cinemática que tornou God of War tão famoso.

"Muitas pessoas perguntam-me se eu alguma vez faria outro God of War (assumindo que me davam essa oportunidade) e eu digo sempre a mesma coisa: se a fórmula fosse um God of War que mistura algo de Zelda (um pouco ao estilo de Darksiders), então sim," escreveu ele.

"Mas se fosse um God of War que usasse a formula atual, eu não faria. Para mim, e esta é apenas a minha opinião pessoal, dirigir God of War fez-me perceber que como game designer eu quero que os nossos jogos sirvam os deuses dajogabilidade em primeiro lugar."

Ele argumentou que os melhores jogos são aqueles que conseguem encontrar um equilíbrio entre a jogabilidade envolvente e a narrativa convincente.

"Os jogos podem ter uma história (e muitos devem tê-la, tal como God of War) e a maioria dos jogos devem ter um mundo e uma PI forte," explicou ele.

"Mas trabalhar em God of War deixou claro que para mim se tivermos que cortar uma determinada seção ou retirarmos espectacularidade só pelo nosso desejo de colocarmos a jogabilidade em primeiro, então que assim seja. Ideologicamente falando, os melhores jogos são aqueles que têm as duas coisas."

Jaffe afirmou que os jogos que realmente vendem bem não são os Uncharted nem os God of War, mas sim os jogos que se focalizam acima de tudo na jogabilidade.

"O que é na verdade interessante, é que apesar das experiências cinemáticas oferecerem muito hype e deixarem os fãs em delírio, a verdade é que os jogos mais virados para a jogabilidade são aqueles que vendem muito. Olhem para Guitar Hero, MW3, Angry Birds, Farmville, Mario, Madden, Wii Sports, e por aí fora," escreveu ele.

Fonte: Gamevicio

Kamis, 17 November 2011

Game 'Dark Cloud' nunca ficou ao gosto da produtora


Lançado no mesmo ano de estreia do PlayStation 2 (2000), Dark Cloud foi certamente um dos RPGs mais aclamados pelos entusiastas do género.
Desenvolvido pela Level-5, Dark Cloud foi na generalidade bem recebido pela critica, apesar do patrão da companhia, Akihiro Hino, achar que o jogo acabou por não ficar totalmente do seu agrado.
Com a pressão de fazer parte do catálogo de jogos de lançamento da PS2 no Japão, Hino assinalou que trabalhar nestas condições para completar o jogo e lançá-lo para o público foi algo muito difícil.
"Queria fazer as coisas bem, mas para mim, nunca chegámos a fazer as coisas realmente bem. Sinto que podíamos ter feito mais, e isso é algo que não me sai da cabeça," referiu ele em entrevista com a Famitsu, que na edição desta semana homenageia a Level-5.
Talvez AKihiro Hino possa redimir-se desenvolvendo um novo jogo da série. Vamos aguardar para ver se alguma vez isso acontecerá.

--- Resumo da série:
Dark Cloud é uma série de RPG's criada pela Level-5 com elementos de jogos de ação e estratégia. Atualmente há duas versões da série: Dark Cloud e Dark Cloud 2 (conhecido como Dark Chronicle na Europa), ambos criados exclusivamente para PS2. Há dúvidas se Dark Cloud e Dark Cloud 2 podem ser considerados parte da mesma cronologia. Um terceiro título, Dark Cloud 3 foi anunciado na E3 de 2004, mas seu status atual de desenvolvimento é desconhecido.

Analise: Justice League Heroes

Analise de ''Forum VidaPlaystation'', Autor: Lucas Siguel

JUSTICE LEAGUE HEROES

[Imagem: justice-league-heroes-ps2.jpg]

Ficha Técnica:

Desenvolvedor: SnowBlind Studios
Distribuidora: Warner Bros.
Lançamento: 17/10/2006
Gênero: Ação/RPG
Jogadores: 2
Plataformas: Playstation 2, PSP, Xbox, Nintendo DS


Os heróis reunidos para salvar o mundo mais uma vez!

[Imagem: justice-league-heroes-20061002005656556_640w.jpg]

Quem é que nunca ouviu falar do Super-Homem, Batman ou da Mulher Maravilha? É bem difícil né! Junto estes três heróis reunidos a muitos outros formam a Liga da Justiça que captura todos os vilões do mundo e do universo. Enquanto isto o mundo dos games já teve muitas passagens dos personagens da DC como também são conhecidos, desde o SNES a maioria dos games que envolviam eles eram de luta e em 2D, vilões contra heróis, era visto sempre isto, nada mais de interessante. O Playstation 2 chegou e como na sua biblioteca já passaram muitas estrelas, seria estranho não ver um game da Liga da Justiça presente nele. Justice League Heroes chega, e vem no mesmo estilo que um game de outros heróis, é ele X-Men Legends II: Rise of Apocalypse, no gênero Ação RPG.

[Imagem: justice-league-heroes-20061002005659322_640w.jpg]

Se você gostou do último game citado acima, vai adorar JLH, pois em questão de gráficos e diversão os heróis da DC se deram melhor nessa, e apagaram o que muitos diziam ser a sombra de X-Men Legends II e dão um exemplo de como fazer um bom game de Ação RPG, que encanta qualquer um que goste do gênero. Para isso reúna a força dos principais heróis da Liga Da Justiça, SuperMan, Batman, Flesh, Mulher Maravilha, Ajax, Lanterna Verde, Zatanna e mais alguns para eliminar a entidade do mal comandada por DarkSider.

[Imagem: justice-league-heroes-20061002005700134_640w.jpg]

Da mesma forma que X-Men Legends II, os personagens de Justice League Heroes são evoluídos por Level, mais não pense que para ganhar o poder do laser do Super Homem por exemplo é preciso alcançar tal Level, todos os heróis começam com poderes já conhecidos pelos fãs e que facilitam bastante as coisas com o decorrer do game, além de melhorar atributos para eles e deixá-los mais fortes, aí sim facilita as coisas, mais os inimigos também não dão moleza e vão tentar atrapalhar os heróis.

[Imagem: justice-league-heroes-20061002005702338_640w.jpg]

Cada personagem tem seu tipo de poder, diferente um do outro como você já deve ter idéia, com comandos simples você ataca os inimigos, aperte L1 e apenas mais um botão referente ao poder para fazer um ataque especial, ou utilize as lutas corpo a corpo caso prefira, cada herói tem sua vantagem, para isso saiba utilizá-la sabiamente.

[Imagem: justice-league-heroes-20061002005703056_640w.jpg]

No total do game serão onze fases, algumas delas você é obrigado a jogar com o herói que é proposto, em outras você pode selecionar a seu desejo, sem muitos problemas. Em cada estágio você terá a disposição 2 heróis controláveis, por exemplo na primeira fase você pode sentir a fúria do Super-Homem e de Batman o homem morcego, se você jogar o Single Player você controla apenas um personagem, mais pode trocar o momento que quiser, e o outro é controlado pelo computador, mais também é possível jogar um multiplayer cooperativo com um amigo, cada um controla um herói, e aí as coisas ficam mais divertidas, principalmente para passar as fases.

[Imagem: justice-league-heroes-20061002005703822_640w.jpg]

O que se destaca mais em Justice League Heroes, é os poderes de cada herói. Após você jogar as primeiras fases com os personagens propostos pelo game você pode escolher seus preferidos e controlá-los em fases mais avançadas, mais saiba que é essencial escolher os personagens com mais Boosts (atributos utilizados para melhorar as qualidades do seu personagem, ex: vida, força, poder, etc.) e Level, que são os melhores e mais equipados, o que facilita os combates. Se você gosta do Flash, pode muito bem correr rápido em volta dos inimigos e criar tornados, já se é mais fã do Lanterna Verde, pode aprisionar inimigos com o seu anel ou criar um poderoso machado para destruir eles, enquanto a Mulher Maravilha usa sua força e sua corda para eliminar seus alvos.

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Muitos heróis tem habilidades de voar, outros não, apertando uma vez o botão triângulo ele dará um pulo, se apertar duas ele irá voar. Por exemplo, o Super-Homem pode voar, já o Flash não, pois usa apenas o poder da super velocidade, enquanto Batman usa a sua capa para planar no ar e o Lanterna Verde conta com a ajuda do seu anel para ter esta habilidade. Os inimigos de Justice League Heroes variam por cenário, podemos citar o centro de metrópolis, é infestado de robôs super equipados, já em um metrô dominado por abelhas gigantes obviamente você enfrentará abelhas mutantes, ou na Terra dos Gorilas, obviamente você enfrentará gorilas, fortemente armados para ajudar.

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Uma das ausências sentidas no game não é a de um herói não, e sim de vilões, falta personagens famosos como Curinga e o temido Lex Luthor, o que decepciona um pouco, um dos mais conhecidos que está presente é o vilão DarkSider com qual você irá travar um difícil confronto, e nada mais interessante, sendo um dos pontos fracos do game, eles pensaram certo nos heróis, mais faltou a pitadinha dos vilões mais adorados pelos fãs e pelo público para deixar melhor ainda o game.

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Durante o game é possível você catar moedas que podem ser utilizadas na compra de algumas coisas, uma delas como é em comum de jogos do gênero, são novas roupas para os heróis, roupas que foram as usadas quando começam sua carreira, ou aquelas vista nos primeiros gibis da origem deles e da Liga da Justiça, bom para os veteranos. E se você sentiu a falta do AquaMan, Mulher Gavião, Arqueiro e alguns parceiros do Lanterna Verde, não se preocupe, com o dinheiro que você ganha também pode comprar eles, então não se decepcione.

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No final Justice League Heroes é um bom jogo, muitos personagens encontrados no game podem ser vistos e relembrados nos desenhos que passavam na TV ou em gibis. Então você não pode esperar muitas surpresas, faltou alguns vilões e a presença de mais fases, são 11, mais não muito longas o que decepciona muito também, e é uma pena, pois um jogo tão bom com gráficos excelentes, boa evolução de personagens e excelentes combates peca em quesitos mínimos mais que são fatais para a nota final do jogo. Se você gostou de X-Men Legends II então irá adorar Liga da Justiça, pois todos os erros encontrados no game dos mutantes foram melhorados e mais modificados para agradar a todos os fãs aqui. E que os produtores dos personagens da DC neste game buscaram inspiração no estilo do game dos mutantes, sim buscaram, mais qual jogo que nunca buscou a inspiração em outros games, mesmo que não fosse a mínima e no final como Justice League Heroes mostraram como se faz um bom jogo de heróis de maneira simples e eficaz, que diverte e agrada a muitos, mesmo não sendo fãs do gênero.

+Pontos Positivos+

- Heróis;
- Combates e poderes muito bem aproveitados;
- Gráficos Bonitos;
- Diversão na medida certa.



-Pontos Negativos-

- Apenas 11 fases;
- Ausência de alguns vilões, o que desanima;
- Fases não muito longas.





Nota:

Gráficos: 9,0
Controle: 8,1
Diversão: 8,5
Som/Áudio: 8,2
Nota Final: 8,4