Sabtu, 31 Desember 2011

""Feliz Ano Novo"""


Recados



'A equipe: Blog Playstation 2 Eterno, deseja a todos nossos seguidores um ano repleto de realizações e muitos games'

Rabu, 28 Desember 2011

Analise: Jak 2 - Renegade


Ano de lançamento: 2003
Desenvolvido por : Naughty Dog.
Gênero: Ação/Adventure.
Jak & Dexter no Playstation 2 é o mesmo que Crash para o Playstation, e assim como o irmão mais velho, Jak também tem um brilho único do console eterno, mas peca pela falta de originalidade. Levando isso em conta a Naughty Dog decidiu reformular quase todo o conceito de seu exclusivo para PS2 e trouxe um game mais dinâmico e até obscuro. Jak 2 – Renegade traz o herói de cabelos verdes e seu fiel amigo, Dexter, de volta para uma aventura maior e mais complexa, com direito a um mundo mais abrangente a ser explorado. Talvez este seja o único jogo já feito até hoje onde a liberdade de explorar tenha sido o seu maior ponto fraco.
Cabelos verdes, poderoso e vingativo.


Depois de derrotar Gol e Maia, Jak, Dexter, Keira e Ramos encontram um objeto chamado de Anel do Precursor. Ao testarem a máquina acabam abrindo um portão que suga Jak e Daxter, fazendo-os se separarem ao cair num mundo totalmente diferente. Neste novo mundo Jak é capturado por soldados conhecidos como Metal Heads, onde ele fica por dois anos sendo submetido a experiências com o Dark Eco e torturas. Um dia Dexter o encontra e o ajuda a fugir, agora Jak se torna um guerreiro mais poderoso, mas decide buscar vingança contra o Barão Praxis, responsável pelos anos de dor a que foi submetido.
O enredo mais pesado serve de base principal para os acontecimentos deste novo título. O game se passa em Heaven City, um lugar grande, que é dividido por várias cidades, cada uma com pessoas diferentes e até classes diferentes. É um verdadeiro brilho aos olhos notar como o mundo de Jak 2 é muito bem construído. O clima é de opressão e medo, uma vez que todos obedecem ao tirano Praxis, a cidade é costumeiramente povoada por soldados. Tudo é tão realista que há até o efeito de noite e dia, tudo isso ajuda a manter a imersão nesse mundo tão opressor. Se por um lado essa imersão é boa, por outro também servem de palco para apresentar os principais erros do jogo. Já deu pra notar que a mecânica funciona como um GTA, você tem um mundo todo aberto para você, porem a interação com essas pessoas não existe, você pode vê-las e pode até bater nelas, mas somente algumas realmente podem conversar com o herói, também não há grandes motivos para explorar a cidade, pelo menos não quando você não está em alguma missão. O mapa é realmente grande, tão grande que prejudica a ação, pois a distancia de um lugar para o outro é exagerada, fazendo com que metade do tempo do game seja gasto apenas para ir de um ponto ao outro.
Jogabilidade amigável, direção inimiga.
Talvez esse probleminha com o mapa muito grande pudesse ser ignorado ao usar os veículos, mas isso também é um ponto contra. A direção das naves é horrível, e basta esbarrar de leve em qualquer civil para chamar a atenção dos guardas, que iniciam uma perseguição implacável que quase sempre acaba numa morte irritante. Ou seja, se você for a pé vai gastar mais tempo, se for de nave vai gastar tempo do mesmo jeito, pois a direção dificulta. Por vezes há missões onde você deve chegar a tal ponto em um tempo estabelecido fazendo com que o fator direção pese duas vezes mais contra o game, é nessas horas que você decide se vai continuar o game até o fim ou não.
Se acostumando a esses dois tensos problemas você terá o prato principal do game, as missões. São nesses prazerosos momentos que você vê que vale a pena tentar superar as falhas graves, pois os objetivos são mais variados que no game anterior, além de conter mais adrenalina. As missões são diversas, desde levar recados até a invasão de bases, e elas se tornam mais satisfatórias conforme o game avança. Os combates não são revolucionários, mas divertem o suficiente para não deixar a peteca cair. Jak usa socos, chutes e armas; a grande novidade é o Dark Jak, que é o principal resultado da experiência sofrida nas mãos dos Metal Heads. Quando está na forma de Dark Jak seus ataques ficam mais poderosos, sendo de grande ajuda nas horas de sufoco. A jogabilidade do game é totalmente inversa da que é apresentada nos momentos de dirigir naves. Jak tem comandos livres e funcionais; há três tipos de saltos diferentes e golpes bem fáceis de executar. O melhor de tudo é que a Naughty Dog soube aproveitar com sabedoria cada função da dupla.
A parte técnica é muito competente. A Naughty Dog nunca decepciona ao usar o poder do Playstation 2 na medida ao construir o ambiente de seus games, e Jak 2 não foge dessa regra. O clima faz uma mistura ousada de uma cidade meio medieval meio futurista, o resultado é um mundo único e muito original, onde o jogador vai apreciar cada detalhe que pular na tela. Os designs dos personagens agradam, mas parecem ter ficado muito pequenos na tela, revelando uma falta de detalhamento nos mesmos, isso acaba diminuindo um pouco o impacto que o ambiente causa, mas não chega a prejudicar o game. Os efeitos sonoros também são bem simples, mas só o fato de combinarem com o game em geral já é algo louvável. A trilha sonora, por outro lado, é muito chatinha. A música que toca quando estamos nas cidades é muito enjoada, e mesmo os momentos de ação não apresentam nenhuma composição digna de atenção.
Uma boa opção dentro do gênero.
Jak 2 – Renegade tentou ser original, mas acabou fugindo de uma mecânica conhecida para outra mais conhecida ainda, a de GTA, mas sem os mesmo elementos controversos da série da Rockstar. A idéia foi boa, mas faltaram alguns ajustes para que fossem mais expressivas. O mapa exageradamente grande prolonga a aventura, mas de um jeito que não empolga, pois é realmente cansativo seguir de um ponto distante ao outro. A direção também estraga a mecânica, mas ignorá-la torna o game mais maçante ainda. As missões têm relevância e divertem bastante, mas a quebra de ritmo de uma para outra vai incomodar até o fim da aventura. Jak 2 – Renegade faz jus ao game de estréia da série, e promete ser tão prazeroso quanto o primeiro.
Notas:
Gráficos: 9,0
Jogabilidade: 7,0
Sons: 6,0
Diversão: 8,5
Aprovado.
- A Naughty Dog tem um jeito bem único de criar mundos bem originais e divertidos em seus jogo.
- Missões variadas que garantem a diversão do game.
- Enredo mais sombrio e bem trabalhado.
Reprovado.
- O mapa principal é exageradamente grande, fazendo com que sua exploração seja cansativa e quebre o ritmo divertido das missões.
- Dirigir naves, carros e motos é quase impossível, devido a uma má configuração dos comandos.
- Trilha sonora enjoativa e nada expressiva.
NOTA FINAL: 8,5!

Escrito por: Lipe Vasconcelos

Jumat, 23 Desember 2011

Feliz Natal!




Bom dia/tarde/noite galera!

Nós do Blog Playstation 2 Eterno gostariámos de desejar a todos vocês um FELIZ NATAL e um excelente ANO NOVO! Esse ano de 2011 foi recheado de análises e esperamos que em 2012 muitas outras análises e reportagens apareçam aqui no blog. Agradecemos a todos os nossos seguidores pelo apoio e por sempre estarem presentes aqui no blog. 2012 está chegando e com ele muitas coisas boas.

Desejamos a todos BOAS FESTAS recheadas com muitos jogos!

Até mais galera!! ;D

Analise: Dirge of Cerberus - Final Fantasy VII





Ano de lançamento: 2006.
Gênero: Ação/RPG.
Desenvolvedora: Square/Enix.

Do ponto de vista comercial Final Fantasy VII é o episódio de maior sucesso da franquia, ainda que fãs mais tradicionais o encarem como um game cheio de clichês, colocando FFVI no pedestal. Seja como for, é inegável a importância que Final Fantasy VII possui, não apenas dentro da franquia, mas também no universo do RPG´s eletrônicos. Seu sucesso foi tão grande que muitos jogadores esperaram arduamente por uma continuação da história, ou até mesmo um remake do game para as atuais plataformas de games. Em 2006 a Square/Enix trouxe de volta Cloud e sua turma na compilação Final Fantasy VII; um longa metragem (Advent Children), um game para celular (Before Crisis) outro para PSP (Crisis Core) e o fatídico Dirge of Cerberus, que foi lançado exclusivamente para o Playstation 2. A idéia da compilação era usar os games para contar eventos de antes ou depois dos acontecimentos do game original, bem como o filme, que traz uma nova trama que relata eventos após a queda da Shinra.
Contando a história de Vincent Valentine.

Além de expandir o universo de FFVII a compilação também se propôs a desvendar alguns mistérios do enredo, como a história de Zack, por exemplo. No caso de Dirge of Cerberus o centro das atenções é Vincent Valentine, que no game original era apenas um personagem opcional; fato que fez seu enredo ser o menos desenvolvido dos demais heróis do grupo. Por esse motivo veio à necessidade de contar com mais detalhes o passado que, segundo o próprio protagonista, o condena. A trama ainda encontra espaço para explicar fatos interessantes em relação à criação de Sephiroth. Se você é um fã de carteirinha de FFVII (tipo eu, por exemplo) certamente vai ser divertido reencontrar alguns personagens clássicos como Yuffie, Hojo e Cait Sith, caso contrário, a trama dificilmente vai empolgá-lo; mesmo por que só quem realmente conhece a história completa vai entender alguns detalhes. Três anos se passaram desde a queda da Shinra. Reeve, que era o piloto do robô Cait Sith agora lidera uma equipe que previne danos ao planeta. No entanto, uma organização chamada DGS surge, com a missão de invocar a Final Weapon Omega, mas isso só será feito se Vincent cooperar. Para descobrir todos os objetivos da DGS Reeve pede a ajuda de Vincent, que decide lutar contra a organização que quer capturá-lo. É nesse cenário em que o passado sombrio do atirador é contado.


Apesar de carregar o título de peso da Square, Dirge of Cerberus é mais centrado na ação. Em vez de combates por turnos ou jornadas longas o game joga Vincent no fogo cruzado, sendo um completo jogo de tiro em terceira ou primeira pessoa. Os cenários são amplos, e ainda que seja linear há espaço para explorar e adquirir itens extras. Dirge of Cerberus basicamente se resume em atirar, pular e matar, intercalando com poucos momentos de busca que não complicam em nada o game. Os combates a principio são interessantes, mas a simplicidade da mecânica os tornam cansativos rapidamente, por vezes o jogador optará nas investidas corpo, na tentativa de variar um pouco; mas ao fazer isso Vincent fica aberto a ataques ferozes, o que pode resultar em mortes desnecessárias. O sistema de mira é bem amigável, trazendo uma calibragem ótima para experientes e mira automática para novatos. O que realmente incomoda é que não há nenhuma estratégia que aumente a variedade do esquema de tiro, tornando as fases intermináveis momentos de “apontar e atirar” que tira o brilho da experiência em questão de pouco tempo.
Evoluindo na base do tiro.
Em se tratando de um game baseado no clássico FFVII era de se esperar que alguns elementos do game se fizessem presente aqui, mas é preciso frisar que algumas coisas foram mal aproveitadas. Assim como em um RPG Vincent pode aumentar de level a medida que avança na aventura, mas isso só acontece após concluir uma missão ou em um game over. Mas a verdade é que o jogador dificilmente sentirá nas mãos as mudanças de atributo, dando a impressão que o sistema foi incluído por pura obrigação. Já o arsenal de Dirge of Cerberus merece destaque, em vez de adquirir armas você as monta conforme junta as peças, bem como também combina diferentes tipos de matéria para criar tiros mais poderosos que podem ser decisivos em alguns chefes de fase. É possível comprar e acumular itens de cura, é até fácil encontrar poções ao matar inimigos durante as partidas.

No entanto, o maior defeito de Dirge of Cerberus consiste no seu roteiro, que apesar de interessante não consegue ser muito empolgante, mesmo os fãs da franquia notarão que a narrativa é muito arrastada. As cenas não interativas são longas, bem animadas e até tentam se empenhar em envolver o jogador, mas parece que tudo resulta numa tentativa frustrada de forçar a imersão do jogador. Parte disso é culpa da fraca relação que o título cria com Final Fantasy VII. O game introduziu novos personagens e vilões, mas esqueceu de torná-los carismáticos, ou faltou personalidade mesmo. Talvez os momentos mais interessantes do enredo aconteçam na citação de algum evento do passado da série, em um flashback envolvendo a história de Vincent ou na aparição de algum personagem clássico. Fora isso, o enredo principal carece de carisma e da espontaneidade que todo fã de Final Fantasy conhece.
A parte gráfica é bem interessante, usando de detalhes bem legais na construção dos cenários, mas poucos ambientes são de fato inspirados na sua fonte de criação, mas aqueles que se fazem presente (a cidade de Kalm ou a mansão Shinra, por exemplo) mostram que a Square/Enix se esforçou para recriá-los bem nesse universo do PS2. Os personagens também foram bem animados e se mantém fiel à arte original do game do PSX, mas vamos concordar que poderiam ter variado nos inimigos, que são quase sempre os mesmos. Efeitos de explosão foram muito mal executados, já que não conseguem transmitir um impacto convincente ao jogador. Mas se há algo que realmente surpreende são as cenas não interativas, que se equiparam ao nível de qualidade de Advent Children. Alguns efeitos sonoros são interessantes, como o das armas, por exemplo; outros são mal executados e carecem do mesmo impacto de alguns efeitos gráficos. A trilha sonora é bem feita e traduz bem o clima de ação do título, só que mais uma vez o game original foi esquecido. Final Fantasy VII tem uma das melhores trilhas de todos os tempos, e ignorá-la em um game baseado no mesmo é um pecado que não da pra perdoar.
Nem chegou perto.
Dirge of Cerberus tinha um grande potencial em mãos, mas que não teve metade das boas idéias aproveitadas. Os combates são muito simples para os padrões atuais e logo perdem o fôlego. A aventura em si não chega a ser ruim, mas não dá motivos a um replay. Após o termino da campanha principal é aberto um leque com 45 missões extras, o que pode ser uma boa para quem quiser prolongar a vida útil do título. Descobrir mais do passado de Vincent é interessante, mas o enredo central é fraco, com personagens sem inspiração, muito abaixo do que a produtora consegue, e sabemos que a Square/Enix pode fazer algo muito maior. Dirge of Cerberus vale uma conferida, mas não apresenta motivos para se tornar um clássico absoluto, nem na franquia Final Fantasy e nem dentro do gênero ação.
Gráficos: 9,0
Audio: 8,0
Enredo: 4,0
Jogabilidade: 7,0
Notal Final: 7,5
Prós:
- Alguns detalhes do passado de Vincent são esclarecidos.
- Sistema de montagem de armas.
- Gráficos bem trabalhados
Contras:
- Mecânica pouco variada.
- Poderia ter se aprofundado um pouco mais no game original.
- 70% da trama principal muito fraca e sem personalidade.

Jumat, 16 Desember 2011

Analise: Spawn – Armageddon.


Ano de lançamento: 2003.
Gênero: Ação/Plataforma.
Produtora: Namco.


Em 1992 o cartunista Todd McFariane introduziu no mundo dos quadrinhos um dos personagens mais emblemáticos dessa arte, Spawn, que explora temas fortes e nada recomendado a crianças. O agente da CIA Al Simmons é morto em uma armadilha feita pelo seu antigo chefe. Após ir para o inferno ele negocia com o Diabo. Agora Simmons assume a identidade de Spawn, que deveria liderar os exércitos do inferno. Infelizmente o servo do tinhoso
nunca teve uma representação decente nos cinemas ou nos games. Spawn – Armageddon
foi a única tentativa de haver um game interessante de Spawn no Playstation 2, com direito ao próprio Todd como diretor de produção do game. Poderia a mitologia violenta e gótica de
Spawn ganhar um game realmente à altura dessa vez?

Fiel aos quadrinhos.

Uma vez que a produção geral do game ficou a cargo do criador do personagem não fica a dúvida de que todo o universo grotesco deSpawn está ali. Com hordas de demônios para enfrentar, poderes das trevas aconquistar e uma trama que se amarra bem aos primeiros 99 exemplares da saga. No entanto, o game não se esforça para apresentar esse universo aos novatos,
cujo algumas aparições de personagens conhecidos nos quadrinhos passa totalmente batida para tal publico. Fãs mais ferrenhos do soldado infernal ficam alegres em notar que todo o clima nefasto da trama se encontra presente. Desde inimigos clássicos até aos poderes do herói, como conjurar correntes, disparar raios mortais, usar seu machado e sua capa para planar por cenários. Na falta de maná Spawn apela para suas antigas habilidades de agente da CIA, usando
armas de fogo humanas para liquidar seus oponentes. Spawn toma emprestado o sistema de orb´s de Devil May Cry, coletando-os e trocando por melhorias para seus poderes e para
comprar munição antes de iniciar cada missão.



Fidelidade não é tudo.

Se fosse apenas por fazer jus ao conceito da obra, Spawn – Armageddo seria um jogão. Mas o maior defeito do título é sua apresentação pobre e sem vida, o que é suficiente para afastar até o menos exigente dos jogadores. Mesmo que se aprofunde bem no universo criado por McFariane as repetições são grandes e já começam a ser irritantes desde a primeira fase. Em resumo, você anda pelos cenários, destrói inimigos com golpes, tiros e magias repetitivas e ocasionalmente enfrente desafios ao estilo plataforma, pulando por cima de abismos, planando para chegar a lugares mais distante ou usando as correntes para alcançar pontos mais altos nos cenários. Há
batalhas contra chefes ocasionalmente, e ainda que sejam interessantes e diferenciadas, são insuficientes diante do resto do game. Mesmo o sistema de combate é muito fraco, sendo apenas o esquema de amassar botões, usar armas de fogo é apenas para quebrar a rotina. A parte técnica só ajuda a piorar a situação.

Os cenários no geral não apresentam muito luxo de produção, com poucos elementos interativos, apenas as clássicas caixas que guardam itens, mas em tempos como esses, quebrar caixas já não é grande coisa. No entanto, é bom ressaltar que as fases apresentam variedade e algumas até chegam a ser agradáveis ao conceito do game, como salas repletas de sangue aqui ou ali. O que incomoda no game são os personagens, que são muito mal feitos e porcamente animados. Vamos começar falando pelo Spawn, que perdeu as articulações do corpo quando foi para inferno; isso por que não há outra explicação para uma animação tão dura em sua movimentação, parecendo até um corredor de marcha atlética. A situação não melhora nos inimigos, dá pra ver que há boas idéias nos desings, mas todas mal trabalhadas. Nem mesmo os chefes com o conceito mais blasfemo conseguem dar algum animo ao visual amador do game. A falta de trabalho nos efeitos também deve ser destacada. Usar a corrente produz uma animação tão fraca e sem vida que você prefere nem usá-las, o mesmo acontece com efeitos de magia e explosões, que parecem não corresponder com a situação. Por vezes você vai dizer (nossa, eu me sinto jogando um game de PSX) isso quando você não pensar (Caramba, eu já joguei coisa MELHOR no meu PSX).
A parte sonora completa a pobreza de todo o resto, com sons fracos e sem personalidade, também dando a impressão de não fazer parte do que acontece na tela. A trilha sonora é enjoada e forçada, com temas quase que mudos nos momentos de exploração e um rockzinho muito mal elaborado nos momentos de luta. Não faz muita diferença entre deixar a televisão alta ou não no caso desse game.

Faltou empenho.
Todd McFariene se esforçou para a imersão do jogador no universo de sua criação, e verdade seja dita, cada elemento que fez de Spawn um sucesso está lá. Mas a parte técnica não se empenhou nenhum pouco, fazendo um game muito abaixo do genérico. As idéias foram ótimas, mas não foram executadas como deveriam, o que realmente impede qualquer jogador de se divertir
muito tempo com este título. Talvez a única parte técnica que demonstra um pouco de competência é a jogabilidade, que é de simples execução, de resto, Spawn –Armaggedon é um título que talvez só sirva pra agradar os fãs da série, e mesmo esse publico vai ter dificuldades em engolir as falhas tristes apresentadas no decorrer do game.

Notas.
Gráficos:
5.0
Som: 6.0
Jogabilidade:
8.5
Replay: 2.0

Prós:
-Fiel ao universo dos quadrinhos.
-Jogabilidade simples.

Contras:
-Gráficos pobres.
-Efeitos de tela quase que inexistentes .
-Trilha sonora Mediocre.







Selasa, 13 Desember 2011

Qual pior jogo de Playstation 2 na opinião de vocês? (encerrado)

O Playstation 2, nosso console eterno, ficou, claro, conhecido como uma da plataformas que tem os melhores jogos já lançados na história.Podemos citar vários: Shadow of the Colossus, Gran Turismo,  The Sims, Need for Speed, FIFA, PES, Resident Evil, Max Payne, Guitar Hero, além do jogo que mais vendeu em 11 anos de PS2 no mercado, a série Grand Theft Auto.Se fossemos falar sobre os ótimos jogos do console, iriamos fazer uma longa postagem.Só que chega de falar dos MELHORES, agora vamos falar dos PIORES jogos de Playstation 2, que diga-se de passagem, também não são poucos!


E ai?Na sua opinião qual o pior jogo de PS2 que você já jogou?Responda nos comentários!Em breve o resultado e uma análise completa do game!

Minggu, 11 Desember 2011

Análise: LEGO Star Wars II - The Original Trilogy


Ano de lançamento: 2006
Gênero: Plataforma
Produtora: Traveller's Tales

Após o grande sucesso de LEGO Star Wars - The Videogame a TT Games e a Lucas Arts se uniram novamente e lançaram LEGO Star Wars II - The Original Trilogy, um game que assim como seu antecessor é recheado de humor e diversão, mas com algumas novidades.

O game é uma continuação direta do primeiro e mostra os eventos ocorridos na trilogia clássica composta pelos episódios IV (A New Hope), V (The Empire Strikes Back) e V (Return of the Jedi). A história do game é bem fiel a dos filmes, mas com uma pequena pitada de humor em algumas circunstâncias, marca registrada da série LEGO.

Cada filme é dividido em 6 fases, tendo ainda uma fase bônus para cada um deles que só é desbloqueada após coletar todos os gold bricks daquele filme. Essas fases bônus são divididas em 3 partes: Super Story, que consiste em refazer as 6 fases do filme em menos de uma hora; Character Bonus e Minikit Bonus, ambas consistem em coletar um milhão de peças LEGO no menor tempo possível.

A jogabilidade é bem fluída e simples. É possível jogar individualmente com a inteligência artificial do game controlando um dos personagens, sendo que esta na maioria das vezes responde as ações corretamente ou cooperativamente com um amigo controlando o segundo personagem. É importante ressaltar que a câmera do modo cooperativo às vezes pode atrapalhar, já que a tela não fica dividida. As fases são fáceis e apresentam um design muito bonito e fiel aos filmes. Ao terminar uma fase novos personagens são desbloqueados, mas para ter acesso a alguns será necessário comprá-los na Mos Eisley Cantina. É tanto que alguns itens só podem ser adquiridos controlando determinados personagens.



Este, por sinal sinal, é outro ponto forte do jogo. O game conta com mais de 50 personagens e ao ativar o save do primeiro jogo, LEGO Star Wars - The Videogame, são liberados mais 56. Há também a presença do modo Mix & Match, no qual você pode criar novos personagens a partir de diversas combinações, algo inexistente no primeiro game. Também foi colocada a opção de dificuldade adaptativa, que nada mais é do que a dificuldade do jogo aumentar de acordo com a habilidade do jogador. Apesar de ativar essa opção o game continua sendo muito fácil.

As cutscenes apesar de serem mudas conseguem reproduzir com maestria os eventos dos filmes, graças, é claro, à presença da trilha sonora composta por John Williams e à boa representação dos personagens e naves no formato LEGO.

Uma mudança que merece ser destacada são as das fases nas quais deve-se controlar as naves. No game anterior havia limitações de mobilidade, já neste você pode controlar as naves com muito mais liberdade podendo explorar detalhadamente, por exemplo, a Estrela da Morte.

O fator replay também merece atenção. Para aqueles que adoram completar 100% de um game, LEGO Star Wars II - The Original Trilogy trás muitos itens escondidos em cada fase e extras que ajudam no decorrer do game tornando-o mais divertido ainda.

Veredicto:
Por fim, apesar de apresentar um visual infantil e ser muito fácil, LEGO Star Wars II - The Original Trilogy é um game que proporciona boas horas de diversão e muitos itens para coletar jogando tanto no modo individual quanto no cooperativo. Para aqueles que procuram um bom game de aventura este é uma boa escolha.

Notas:

- Gráficos: 9.0

-Jogabilidade: 9.0

- Sons: 10.0

-História: 10.0

- Diversão: 10.0

Por: Bella Alves

Selasa, 06 Desember 2011

Analise: Kingdom Hearts II



Ano de lançamento: 2005
Gênero: RPG/Ação
Produtora: Square Enix

Em 2002 muitas pessoas não acreditaram que a mistura entre Disney e personagens da série Final Fantasy pudesse dar certo. Não só deu certo como ainda rendeu uma continuação do game Kingdom Hearts intitulado Kingdom Hearts II. O game se passa após o primeiro, mas não pensem que a história é fácil de entender. Entre o primeiro e segundo game outros fatos aconteceram, os quais são contados em Chain of Memories e 358/2 Days (este exclusivo do DS).

No começo do jogo você controla o personagem Roxas, nobody de Sora. A princípio o game parece um pouco parado, mas depois do começo chato a verdadeira ação começa. A história do game gira em torno de Sora, Donald e Goofy tentando encontrar Riku e o Rei, derrotar e aprender sobre os novos inimigos chamados de nobodys e descobrir e impedir os planos da Organization XIII. Dessa vez novos mundos da Disney são apresentados e outros são revisitados. Há também a presença de novos personagens tanto da série Final Fantasy como do próprio jogo.

A jogabilidade se mantém a mesma apresentada em Kingdom Hearts, porém mais refinada. Toda a ação acontece em tempo real e não em turnos como nos tradicionais jogos da série Final Fantasy. A câmera que no game anterior não era muito boa, mudou e agora está muito melhor, facilitando a movimentação dos personagens e poucas vezes atrapalhando. É uma pena que o as vezes o game se mostre um pouco repetitivo, já que os objetivos são quase sempre os mesmos: ir até determinado lugar enquanto vai enfrentando vários heartless e nobodys e depois ver uma cutscene até encontrar o chefão.



No game também foi acrescentado os forms, que são combinações feitas entre Sora e Donald e/ou Pateta criando um personagem mais poderoso que utiliza duas Keyblades para lutar, com exceção da Wisdom Form. Os comandos na hora do combate foram melhorados e parecem fluir. A presença dos Reaction Comands, que nada mais é do uma sequência de botões a ser apertada na hora certa contribui com isso.

As viagens na Gummi Ship também sofreram alterações e estão muito mais divertidas. Foram acrescentadas diversas missões nas fases com a Gummi Ship e sempre com boas recompensas como naves excluisvas e itens para melhorar o desempenho da Gummi.

Outro ponto a ser destacado são os gráficos. Com certeza Kingdom Hearts II apresenta um dos gráficos mais lindos do PS2. As cutscenes estão excelentes e a dublagem também foi muito competente. O universo da Disney foi muito bem retratado no game e por diversas vezes você terá a sensação de estar imerso nesse universo.

A trilha sonora é um assunto à parte. As músicas compostas por Yoko Shimomura são muito lindas e se encaixam perfeitamente na história.

Veredicto:
Kingdom Hearts II é um jogo que merece destaque. Sua história e personagens cativantes conquistaram uma geração de fãs. Apesar do começo ser um pouco cansativo e o game se mostrar as vezes um pouco repetitivo ele é extremamente recomendado a qualquer fã de um bom RPG. Para aqueles que acham Kingdom Hearts II um jogo infantil: o game tem uma história profunda e com certeza é um dos melhores jogos lançados para PS2.

Notas:

- Gráficos: 10.0

-Jogabilidade: 9.5

- Sons: 10.0

-História: 9.0

- Diversão: 10.0

Por: Bella Alves

Sabtu, 03 Desember 2011

Devil May Cry 3 - Dante´s Awakening



Ano de lançamento: 2005
Gênero: Ação.
Produtora: Capcom.






Os fãs gritaram, a Capcom escutou! Devil May Cry 3 – Dante´s Awakening bota a série nos trilhos, depois de um episódio que desagradou pelo menos 90% dos fãs que o game adquiriu com sua estreia em 2001. A Capcom não teve medo de apostar na formula que deu certo no primeiro game, e mesmo que adicionando poucas inovações Devil May Cry 3 fez bonito, pelo simples fato de repetir uma formula de sucesso com um trabalho técnico mais caprichado. O enredo do game se passa bem antes dos títulos anteriores. Somos apresentados a um Dante mais jovem, que precisa enfrentar o seu irmão, Virgil.
Caçando demônios com “Style”
O Hack and Slash praticamente foi inventado pela franquia Devil May Cry, e ainda que títulos como God of War e Dante´s Inferno tenham adaptado bem o gênero, a série da Capcom ainda se prova eficiente na hora de explorar sua fórmula de sucesso. Os combates rápidos e frenéticos retornam com a mesma dificuldade insana presente no primeiro DMC, mas com uma diferença muito interessante: O Style. Agora o jogador pode selecionar entre seis estilos diferentes de combate, sendo que somente quatro estão liberados de inicio; Trickster (foca-se em técnicas evasivas), Swordmaster (focado em técnicas com espadas), Gunslinger (aprimora técnicas com armas de fogo) e Royalguard (valoriza defesa e contra-ataque). Cada Style prioriza um tipo de jogabilidade especifica, além de também aumentar de nível à medida que se derrota inimigos. É altamente recomendável que o jogador se foque em evoluir apenas um Style, podendo usar as primeiras missões apenas para testar qual Style lhe agradará mais.


O foco do game é realmente os combates, e nisso ele não decepciona. Logo no inicio você tem um gostinho do que lhe espera. Após enfrentar uma horda de inimigos vem um chefe de capuz preto e uma foice (sim, a morte), e essa rotina de lutas incansáveis só é quebrada por momentos de exploração e resolução de enigmas. Os puzzles são simples e de fácil resolução, quase sempre envolvem a busca de um item ou chave, no entanto eles cumprem bem o seu papel, que é o de não deixar os combates cansativos ou repetitivos. As lutas com chefes são realmente rápidas, exigindo pericia e paciência do jogador.
Ao longo do game Dante coleta Orbs vermelhos, que podem ser úteis para comprar itens ou adquirir novos golpes. A coleta de orbs é importante, por isso às vezes é necessário perder um bom tempo indo e voltando nas salas, pois quanto mais se enfrenta inimigos mais Orbs serão acumulados. Cada arma de Dante também deve ser evoluída, para que não haja sufoco na hora de enfrentar os chefes. O sistema de combate é cuidadosamente polido e funcional, mas é um caso onde os jogadores novatos terão sérios problemas, já que em algumas situações é necessário fazer combos mais bem elaborados e, consequentemente, exige maior domínio do jogador para sua execução.
Sem mudanças em nenhum sentido.

Usar a formula de sucesso do primeira game garantiu o sucesso de DMC3, mas também não ajudou a atribuir novos fãs a série, se você não gostou do 1 ou do 2, certamente o 3 não o fará mudar de opinião. Devil May Cry é voltado para os hardcores, que sentem prazer em tentar matar um chefe em no mínimo 20 tentativas, pois muitas vezes é o que acontece, mesmo quando há a opção de mudar de nível o desafio do game continua alto. A progressão do game também não ajuda muito, já que só é possível salvar seus feitos ao inicio de cada nova missão. As missões não costumam ser longas e os enigmas são muito simples, mas quem é que gosta de ter que fazer tudo outra vez quando você morre no embate contra um chefão? Isso mesmo! Você volta pro inicio da missão, ao melhor estilo games Super Nintendo. É possível obter continues, mas paga-se um valor em Orbs vermelhos para consegui-los, e é muito raro achar algum dando sopa durante as fases. O único consolo que o jogador possui é que você pode salvar a qualquer momento, mas esse save livre só serve para guardar a quantidade de orbs obtidos ou melhoras feitas no personagem. O sistema de câmeras também não foi melhorado, o que as vezes pode atrapalhar, tanto nos combates quanto na exploração, é fácil demais se perder numa mudança brusca na visão do jogador.
Depois dos excelentes embates o segundo melhor ponto do game é sua apresentação. Dificilmente encontraremos no mercado um jogo de ação com temas demoníacos que consiga soar tão leve quanto Devil May Cry. Isso se deve a personalidade única do protagonista Dante (personalidade que foi excluída no game anterior). Dante consegue tirar sarro de qualquer inimigo ou qualquer situação, lançando frases irônicas e engraçadas a todo tempo. Some isso a verdadeiras cenas absurdas, com direito a Dante surfando em mísseis, caindo com estilo de uma torre e muitas outras loucuras que você pode imaginar. O game esbanja tanta criatividade que nem mesmo algumas esquisitices conseguem ser estranhas ao jogador. Afinal, em quantos games do estilo você se diverte em usar uma arma que consiste numa guitarra, onde cada solo produz raios que destroem hordas de demônios pelo caminho? O visual do game combina com o protagonista, que é altamente Cool.
Os gráficos de Devil May Cry são do tipo que aposta em uma simplicidade que soa como grandiosa. As texturas são simples, assim como os efeitos de tela; mas seu acabamento é tão polido e suave que qualquer jogador vai encarar o visual do game como uma mega produção gráfica. As cores frias se fazem presente em quase todo o game, aumentando o clima tenso e gótico. Parte do game se desenvolve em um imenso castelo, mas há cenários de todos os tipos, que casam perfeito com o contexto de Devil May Cry 3. Dante conserva em sua aparência a personalidade descolada, com uma calça Jeans e um sobretudo vermelho aberto na frente. As animações são impecáveis, com movimentos limpos, bonitos e bem trabalhados, dá um gosto danado observar cada movimento possível de Dante na tela. Os inimigos não são exatamente variados, mas cumprem bem o seu papel. Os chefes são um verdadeiro show, bem detalhados e com animações nada genéricas. É bom ver que a Capcom cuidou tanto da jogabilidade como dos gráficos. O som do game é ótimo, a começar pelos efeitos sonoros, que seguem o padrão de qualidade adotado nos gráficos, todos bem feitos e combinam perfeitamente com as situações. As dublagens são ótimas, mas há um contraste nelas, enquanto a de Dante combina com o jeito cínico do personagem a de Vergil ficou muito a desejar, chegando até ser cômica às vezes. A trilha sonora é outro ponto incrível do game, com músicas calmas e tensas nos momentos de aventura e um tema mais agitado e rápido durante os combates. Os controles em geral respondem bem, mas a esquiva é um problema. Num game que preza por combates frenéticos a esquiva deixa a desejar, com respostas atrasadas que geram dor de cabeça, principalmente na luta contra os chefes.
Um game de ação eterno.

Devil May Cry 3 – Dantes Awakening acertou em arriscar na formula que deu sucesso à série. É um game que vai agradar aos fãs, principalmente aos que odiaram Devil May Cry 2, mas não se preocupa em conquistar ao publico que não gostou do game em sua fase inicial. Deixando de lado apelos comerciais o título chega ao mercado com uma dificuldade extrema, direcionado para gamers mais hardcores. É um exemplo brilhante de jogabilidade bem trabalhada e técnica bem apurada. Fãs do Hack And Slash vão encontrar um lugar especial em suas prateleiras para este game. A série Devil May Cry se despede de maneira excelente do Playstation 2, se tornando um game eterno no nosso console eterno.
Notas:
-Gráficos: 9.0
-Jogabilidade: 10.0
-Sons: 10
-História: 9.0
-Diversão: 10.0
Nota final: 10.0
Prós:
-Jogabilidade bem fluída.
-Combates incríveis do inicio ao fim.
-Puzzles criativos, que mesmo fáceis não deixam a desejar.
-Parte técnica perfeita.
Contras:
-Sistema de Save muito antiquado pros padrões de hoje.
-Esquiva pouco confiável,
-Inimigos de fase poderiam ser mais variados.
-Trabalho de câmera mal feito

Por: Lipe Vasconcelos.

Rabu, 30 November 2011

Analise: Killer 7




Ano de lançamento: 2005
Desenvolvido por: Grasshoper
Publicado por: Capcom
Gênero: Ação/Adventure.







Uma jogabilidade altamente limitada e gráficos que passam a impressão de mal acabamento: ingredientes perfeitos para um game fracassar. No entanto Killer 7 conseguiu amarrar tais elementos de uma maneira pouco convencional. Talvez o prazer em jogar Killer 7 não esteja no jogo em si, mas na sua apresentação diferenciada, que atrai jogadores que estejam cansados de algumas formulas um tanto saturadas no mercado atual. A primeira coisa que o jogador deve ter em mente é que Killer 7 se beneficia de uma originalidade única, onde até os seus defeitos parecem estar em função da experiência.



Sete por um, ou um em sete?
Killer 7 bota o jogador no comando de um grupo de 7 assassinos comandados por um homem em uma cadeira de rodas chamado Herman Smith, cada qual com uma habilidade em especial. Juntos eles formam o Killer 7. No entanto não se sabe se os sete de fato existem ou são apenas múltiplas personalidades de Herman. Nota-se que cada assassino tem consciência da existência do outro, embora eles não interajam entre si. Herman deve combater uma organização chamada Heaven Smile, comandada por Kung Lang, o mão de Deus, ao mesmo tempo em que um embate entre Estados Unidos e Japão se desenvolve.
O enredo aparentemente não é tão impressionante, mas sua apresentação é única. No game você pode controlar apenas seis assassinos. Garcian Smith, o único que realmente mantém contato com Herman tem a habilidade de reviver qualquer assassino morto, por isso é sempre bom deixá-lo de reserva, somente para usar tal habilidade. Cada um tem um poder em especial que lhe será útil em algum momento do game, seja para destrancar uma porta ou revelar mensagens em sangue na parede. Durante todo o game você interage com espíritos de pessoas assassinadas por Herman, ou enfrentando os Heaven Smiles. Esses seres são particularmente bizarros, pois eles não são visíveis ao olho nu. Você só sabe que estão próximos ao ouvir sua risada.
Andando nos trilhos.

A jogabilidade de Killer 7 é muito particular, e tenha certeza que você nunca verá uma igual em nenhum outro título. Basicamente ela é dividida em três momentos distintos: exploração, combate e puzzles. A grande polêmica fica justamente no modo com que o jogador explora os cenários. O assassino só pode andar em uma única direção ao apertar o botão X, ou então dar um giro de 160° ao pressionar triangulo, dando a sensação de que você anda em trilhos. Em cada corredor aparece a opção de se dirigir para um caminho bifurcado. Explicar por texto é meio difícil, basta você ver para entender. Ao ouvir uma risada você deve apertar R1 para entrar no modo mira, aí entram os combates. Para enxergar um Heaven Smile você deve segurar o R1 e pressionar o L1. Ao atirar nos pontos em destaque você acumula sangue forte, usado para melhorar os atributos de seus assassinos, matando eles da forma convencional você acumula sangue fraco, usado para repor a energia vital de um assassino ou usá-la para dar tiros carregados. A parte dos puzzles é altamente satisfatória para jogadores que gostam de quebrar a cabeça com enigmas, geralmente serão do tipo “ache o item e use em tal lugar” ou então alguns se apresentam de forma mais complexa. Se você não tiver paciência poderá pedir a solução para uma entidade que sempre lhe dirá o que fazer, mas antes ele insulta o jogador e cobra uma alta taxa em sangue forte. Tente imaginar um game Click Point misturado com um pouco de horror survival, ai você tem uma idéia básica do que esperar em Killer 7.
Killer 7: Obra de arte interativa.
Não é preciso jogar o game pra ver que sua jogabilidade é altamente limitada, e em alguns casos, medíocre. Mas aqui é um caso raríssimo onde os controles acabam não sendo importantes, já que é o conteúdo do game que realmente se destaca. Esse é um daqueles títulos que mostra sua atmosfera pesada já na tela de título, deixando isso tudo mais acentuado no decorrer das partidas. Isso tudo é mérito do roteiro bem elaborado que Killer 7 trata. Os temas são pesados, passando por embates políticos, questões sociais, violência gratuita, doenças mentais, sexo e até mesmo racismo. Mas há duas coisas que conseguem amenizar o impacto dos assuntos mostrados, o primeiro é a parte gráfica, que se apresenta como uma graphic novel americana aplicada em um excelente Cell Shading, segundo por que a linguagem do game é profundamente filosófica. Contudo, algumas situações se mostram impressionantes, como o modo com que alguns espíritos insultam o jogador, ou as freqüentes cenas de assassinato e crueldade e até mesmo alguns lances onde a empregada Samantha pratica um sexo sadomasoquista com Herman. Em meio a isso tudo o game encontra espaço para lançar idéias reflexivas ao jogador, principalmente em se tratando de Herman. Um momento particularmente impressionante da trama acontece logo nas primeiras horas, quando Travis se apresenta dizendo ser uma das vitimas de Herman e se questiona por que foi assassinado; um puzzle também chama atenção, pois ao resolvê-lo você conversa com outra vitíma de Herman, só que você conversa apenas com a sua cabeçca decapitada, que sai de dentro de uma máquina de lavar roupa. No final das contas o game não consegue ser nada menor do que perturbador, e incrivelmente mais perturbador que o polêmico Manhunt, da Rockstar.
Os gráficos também podem causar polêmica de jogador a jogador. A Grasshoper optou por gráficos comuns e um acabamento que lembra um ambiente altamente surreal, com cores fortes e sem um acabamento de ultima geração, mas sua simplicidade acaba saltando os olhos, mas não espere nada muito relevante, já que o Playstation 2 possui gráficos muito melhores em sua jogoteca. As cenas não interativas também possuem ótima qualidade, destacando-se as de estilo anime, que vão agradar a todos. As dublagens ajudam a manter o game na sua constante tensão psicológica, a dos espíritos sempre é apresentada como sussurros discretos. Os efeitos sonoros são polidos e bem feitos e a trilha sonora é quase que nula ao longo do game.
Vale a pena?
Killer 7 cumpre bem o seu papel ao tentar algo que realmente faça a diferença. A jogabilidade é muito simples, mas limitada ao extremo. O mercado atual de games se preocupa muito com gráficos de ultima geração, além de copiar formulas de sucesso como God of War e títulos em primeira pessoa focados em multiplayer, mas a Grasshoper ousou em mostrar simplicidade técnica e diversão. O foco do título é o seu enredo, que consegue se destacar junto a outros medalhões como Metal Gear Solid 3. O clima é raro até mesmo em games de horror/survival, com uma apresentação tensa e perturbadora. Passe por cima das limitações dos controles e você terá uma das experiências mais incríveis que um game pode te dar.
Prós:
-Gráficos diferenciados.
-Trama muito bem elaborada.
-Diálogos bem construídos.
Contras:
-Jogabilidade limitada.
-Combates repetitivos com o tempo.
-Muitos loadings que quebram o ritmo que já é fraco.

Por: Lipe Vasconcelos.

Kamis, 24 November 2011

Analise: Metal Gear Solid 3 - Snake Eater



Ano de Lançamento: 2004
Produzido por: Konami
Gênero: Ação/Stealth.






Metal Gear Solid se tornou uma série mais que aclamada no mundo dos games. Depois do revelador (e também polêmico) Sons of Liberty, seria vez da obra de Hide Kojima ganhar o game zero da série, ou seja, aquele que decide voltar anos e anos no tempo a fim de explicar a origem de muitas coisas. Já que o game mostra um dos membros da FoxHound não é preciso pensar muito para descobrir quem é o agente que assume o code nome Naked Snake neste game. Sua missão é impedir que a Cobra Unit... Quer sabe, jogue e descubra por si próprio!









Welcome to the Jungle.
O maior trunfo de Snake Eater está na sua coerência, motivo pelo qual o game não divide a projeção de jogadores, ou você vai amar ou vai odiar o game. Se ficar com a primeira opção você não tarda a descobrir uma experiência gloriosa, ou talvez tarde sim. Para começar, Snake Eater deixa de lado as bases e instalações de alta tecnologia que eram costumeiras na série e joga Snake em uma ilha russa, no meio da selva. A primeira grande diferença está na ausência do radar Solition para guiar Snake nos momentos furtivos, em vez disso você tem radares e sensores de movimento, mas que passam longe de ter o mesmo conforto que o Soliton. Além disso, Snake também conta com uma série de camuflagens que serão de grande ajuda na selva e dentro das instalações militares.Mas as novidades não param por ai, além de jogar nosso herói na mata densa a Konami dificulta mais ainda a vida de Snake. Esqueça as rações que recuperam sangue, agora Snake deve caçar sua comida: Serão ratos, jacarés, cobras, bodes, peixes, cogumelos e muito mais; cuidado com o tempo que você armazena a comida, caso contrário ela pode estragar e deixar Snake com uma dor de estomago. Nessa hora vem outra bela novidade, a tela de sobrevivência, onde você pode curar Snake; balas podem ficar alojadas em seu corpo, cortes, queimaduras e até mesmo ossos quebrados; dando pausa no jogo você pode curar os ferimentos de Snake. Além da barra de sangue há também a barra de Stamina, que mede a resistência de Snake, por exemplo, quanto menor a barra maior é a fome, chegando ao um ponto que seu estomago ronca, esses roncos podem chamar a atenção de patrulhas. Quando a saúde e a barra de Stamina estão em um nível aceitável a energia vital se recupera sozinha.


Isso tudo é muito legal, certo? De fato, tais novidades adicionam muita diversão ao título, mas também são a razão do game deixar uma impressão tão absoluta nos jogadores. As primeiras três horas de jogo são para apresentar ao jogador as novidades, mas o que acontece na realidade é um teste de paciência, já que o game enfia pela goela do jogador o sistema de camuflagem. A floresta é um lugar denso e difícil de se esconder, por isso se camuflar é essencial pro sucesso de sua missão.É realmente complicado se acostumar com a ausência do radar, jogadores que nunca jogaram Metal Gear Solid provavelmente vão desistir logo de cara. Mas é altamente recomendado que você resista, já que o ritmo do game aumenta consideravelmente após enfrentar o primeiro chefe. Daí em diante os ambientes vão mudando. No final das contas fica a impressão de que você está na pele de um herói de cinema, que precisa ganhar território gradualmente até chegar à base inimiga. Durante esse caminho será preciso sobreviver a situações de tensão constante, que nunca se tornam cansativas. As lutas contra os chefes são o ponto alto do game, com destaques para o confronto épico com o atirador The End, que pude durar por horas e até dias.
Visual mais cinematográfico que nunca.


Falar que Snake Eater tem um visual cinematográfico é chover no molhado. É fato conhecido que games que apresentam muitas cenas não interativas ou conversas longas acabam deixando o ritmo de jogo de lado, mas Hideo Kojima tem um talento fora do normal para introduzir ambos sem fazer com que o jogador perca o interesse, afinal, a trama toda se desenvolve assim, com muitas conversas no rádio e cenas que lembram filmes de espionagem. Cada novo chefe possui uma pomposa apresentação, bem como também uma gloriosa morte, empolgando a cada momento. Os gráficos são fantásticos e variados. Na selva você fica encantado em notar que cada folha e grama possuem vida própria, a textura de cada pedra vibra de forma singular na tela. O que mais chama atenção é como a floresta reage à chuva, névoa e até nas horas em que Snake rasteja, movendo as gramas ou vendo os animais se movendo nos cenários. As bases também apresentam ótimas texturas e um acabamento digno da série, sendo um game que explora bem a capacidade do Playstation 2. Os inimigos estão bem modelados e bem feitos, Snake no entanto tem uma animação que lembra muito a de Snake do primeiro Metel Gear, o que as vezes pode parecer um tanto desagradável, mas nada que prejudique o game. A parte sonora casa perfeitamente com a ambientação do game. Se você tiver uma televisão com suporte ao Pro Logic II vai ter a sensação de ouvir uma selva na sua sala, pois os efeitos realmente impressionam. A trilha sonora surge em momentos estratégicos e aumenta a intensidade da ação, continua tão memorável quanto de costume. As dublagens são boas, como sempre, inclusiva a de David Hayte, que dubla Snake desde o primeiro game. Alguns criticaram o trabalho de Hayte, falando que sua interpretação às vezes beira a irritante de tão arrogante; mas é preciso lembrar que não se trata de SOLID SNAKE, logo, e levando em conta o personagem principal eu achei perfeitamente justificável a interpretação arrogante de Naked Snake.
Um clássico.
Jogar Metal Gear Solid 3 – Snake Eater é uma experiência como poucas, daquelas que você sabe que não há igual. Hideo Kojima e sua equipe sabem trazer algo diferente para os jogadores, prova disso é que algumas situações que o game proporciona nunca apareceram em nenhum outro jogo até hoje. As primeiras horas são realmente difíceis, devido a série de inovações a qual o jogador deve se adaptar, mas passado a primeira impressão Snake Eater se torna empolgante e incrível. Talvez o único defeito do game é que dessa vez a visão de câmera clássica não funcione tão bem quanto antes, mas é um defeito sem importância diante da grande produção do título.
Prós.
- Jogabilidade excelente.
- Enredo envolvente e interessante
- Tela de sobrevivência e camuflagem.
- Batalhas épicas contra chefes.
Contras.
- As primeiras horas de jogo são maçantes.
- Câmera clássica acaba atrapalhando em alguns momentos do jogo.
- Ausência do radar.
Nota:
Gráficos: 10
Controles: 9.5
Diversão: 10
Som/áudio: 10
Nota final: 10

Por: Lipe Vasconcelos